Caracas afirma que declaração do presidente americano fere soberania nacional e configura

O governo da Venezuela classificou como uma “nova ameaça colonialista” a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o espaço aéreo do país.
Neste sábado (29/11), Trump publicou na rede Truth Social que o espaço “acima e ao redor da Venezuela” deveria ser considerado “totalmente fechado” por companhias aéreas, em meio ao reforço militar americano no Caribe.
Em comunicado oficial, Caracas afirmou que as declarações representam “uma agressão extravagante, ilegal e injustificada”, com potencial para atingir a soberania do espaço aéreo venezuelano, a integridade territorial e a segurança aeronáutica.
“Esse tipo de declaração é um ato hostil, unilateral e arbitrário, incompatível com os princípios mais elementares do Direito Internacional”, diz o texto, que acusa Washington de manter uma “política permanente de agressão” com “pretensões coloniais sobre a América Latina e o Caribe”.
O governo venezuelano também denuncia que os EUA buscam impor “ilegítima jurisdição” sobre seu território e reforça que “a Venezuela não aceitará ordens, ameaças nem ingerências de nenhum poder estrangeiro”.
Caracas ainda criticou a suspensão unilateral, por parte dos Estados Unidos, dos voos de repatriação de migrantes venezuelanos, que ocorriam semanalmente.
O país afirmou que continuará exercendo “soberania plena” sobre seu território e convocou a comunidade internacional a rejeitar o que chamou de ato “imoral” e prejudicial à paz regional.
Declaração de Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, em publicação nas redes sociais neste sábado (29/11), para que todas as companhias aéreas considerem o espaço aéreo “acima e ao redor” da Venezuela fechado.
Com informações do Band.com.br

