
O caso que terminou com a morte de Lucas Eduardo Cunha Trindade, de 29 anos, na avenida Djalma Batista, terá um novo capítulo na Justiça. Moacir José Mendes de Albuquerque, apontado como responsável pela colisão, será submetido a júri popular.
O acidente aconteceu na madrugada do dia 19 de julho, no bairro Flores. Segundo as investigações, o veículo conduzido por Moacir atingiu o carro de Lucas, que perdeu o controle da direção e bateu contra um poste. O jovem ficou preso às ferragens e morreu ainda no local.
Lucas estava voltando para casa depois de um dia de trabalho quando a tragédia aconteceu.
Família ajudou a reunir pistas
Moacir foi identificado pela Polícia Civil após familiares e amigos da vítima reunirem imagens de câmeras de segurança, peças do veículo e relatos de testemunhas que ajudaram a esclarecer a dinâmica do acidente.
Um vídeo incorporado à investigação mostra que o veículo teria feito uma mudança brusca de faixa antes de atingir o carro de Lucas.
Em depoimento, Moacir teria afirmado que havia tomado medicamentos e que não se lembrava da colisão.
Familiares de Lucas, porém, alegam que descobriram durante uma apuração própria que, horas antes do acidente, ele estaria bastante embriagado em um bar da zona Sul de Manaus e teria causado transtornos no local. Essa versão apresentada pela família faz parte das circunstâncias levantadas em torno do caso.
Processo segue com acusado em liberdade
Moacir continua respondendo ao processo em liberdade. Segundo o material do caso, ele é acusado de homicídio culposo com reconhecimento de dolo eventual, e agora caberá ao júri analisar a acusação.

A decisão de levar o caso ao júri representa um novo passo para uma família que, desde aquela madrugada, busca respostas e responsabilização pela morte de Lucas.
O jovem saiu do trabalho com destino a casa, mas nunca conseguiu chegar.
Agora, meses depois, a história deixa novamente as ruas da Djalma Batista e volta para onde a família espera encontrar uma resposta definitiva.

