Surto de sarampo nos países-sede do Mundial preocupa autoridades de saúde e aumenta recomendação para atualização vacinal.

Torcedores que pretendem viajar para acompanhar a Copa do Mundo da Fifa 2026 estão sendo orientadas a atualizar a carteira de vacinação antes do embarque. O alerta é voltado principalmente para a prevenção contra o sarampo, doença que registra surtos ativos nos Estados Unidos, Canadá e México — países que irão sediar o torneio internacional a partir de 11 de junho de 2026.
A recomendação foi reforçada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), que orienta os viajantes a procurarem os postos de vacinação com antecedência para garantir proteção adequada contra doenças altamente contagiosas.
Segundo a gerente de Imunização da Semsa, Isabel Hernandes, pessoas não vacinadas ou com esquema vacinal incompleto correm maior risco de contrair sarampo durante grandes eventos internacionais devido à intensa circulação de turistas de diferentes países.
Sarampo preocupa por alta capacidade de transmissão
De acordo com Isabel Hernandes, o sarampo é uma doença extremamente contagiosa e se espalha facilmente pelo ar.
“Os países-sede da Copa, hoje, têm surtos ativos, isto é, há transmissão contínua do vírus”, explicou.
A gerente destaca que apenas uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para a maioria das pessoas próximas que não possuem imunidade.
“Uma só pessoa doente pode infectar nove em cada dez pessoas próximas não imunes, ao tossir, espirrar, falar ou respirar”, alertou.
O risco aumenta em eventos de grande porte como a Copa do Mundo, onde milhões de turistas circulam em aeroportos, hotéis, estádios e transportes públicos.
Especialistas recomendam vacina antes da viagem
A orientação das autoridades de saúde é que os viajantes atualizem o esquema vacinal o mais rápido possível.
Segundo Isabel Hernandes, o ideal é que a imunização contra o sarampo seja concluída pelo menos 15 dias antes da viagem, período necessário para que o organismo produza anticorpos suficientes.
Caso isso não seja possível, a recomendação é receber ao menos uma dose da vacina antes do embarque.
Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), são disponibilizadas gratuitamente as vacinas:
Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
Tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).
O esquema vacinal varia conforme a idade:
Crianças de 6 a 11 meses: dose zero;
Crianças de 12 meses até adultos de 29 anos: duas doses;
Adultos de 30 a 59 anos: uma dose de rotina.
Certificado de vacinação pode ser exigido
Além do sarampo, outro alerta envolve a vacina contra febre amarela.
Autoridades lembram que diversos países exigem o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) para entrada de turistas.
O documento comprova a imunização contra febre amarela e pode ser obrigatório até mesmo em conexões aéreas realizadas em determinados países.
Entre os destinos que exigem o certificado estão Colômbia e Panamá, rotas frequentemente utilizadas em voos internacionais para os países-sede da Copa.
“O CIVP só é válido após 10 dias da aplicação da dose contra a febre amarela”, explicou Isabel Hernandes.
Por isso, viajantes que ainda não receberam a vacina precisam se antecipar para evitar problemas durante conexões ou imigração.
Vacina contra febre amarela garante proteção vitalícia
A vacina contra febre amarela é indicada para pessoas entre 9 meses e 59 anos de idade.
A recomendação é ainda mais importante para moradores da região amazônica e pessoas que transitam em áreas rurais ou florestais, consideradas regiões de risco para a doença.

