Candidato do Missão também atacou Sergio Moro e o Novo durante 1º Congresso Nacional do partido em São Paulo

presidente nacional do Missão e candidato à Presidência da República, Renan Santos, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de “vagabundos” durante o 1º Congresso Nacional da legenda, realizado neste sábado (1º), em São Paulo. O encontro reuniu dirigentes e lideranças do partido, entre eles o deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) e a vereadora Amanda Vettorazzo.
“É por isso que o Lula, vagabundo, dá vale-gás para os outros. O vale-gás é penhorando teu futuro. É por isso que o outro vagabundo, Flávio Bolsonaro, prometeu dar celular para todo mundo, penhorando teu futuro”, declarou Renan. Segundo ele, programas assistenciais e propostas de distribuição de aparelhos comprometem as futuras gerações ao ampliarem os gastos públicos.
A crítica a Flávio faz referência à proposta apresentada pelo senador de oferecer internet gratuita a mulheres e idosos, além de discutir com operadoras o fornecimento de celulares a pessoas sem condições de adquirir os aparelhos. Flávio afirmou que a iniciativa poderia alcançar até 70 milhões de mulheres.
Renan adota discurso radical contra a criminalidade
Ao rejeitar as propostas citadas, Renan adotou um discurso radical e afirmou que seu eventual governo não distribuiria vale-gás nem celulares. O candidato também declarou que sua gestão combateria com rigor os crimes contra o patrimônio.
“Eu não vou dar vale-gás e celular para ninguém. Meu governo não é um governo disso, meu país não é um país disso, meu país não vai oferecer esmola para ninguém. Vocês vão comprar seus celulares, suas casas, seu carro e ninguém vai roubar nada que é teu porque nós vamos matar quem roubar”, afirmou.
O candidato também atacou o ex-juiz e senador Sergio Moro (União Brasil-PR), a quem acusou de não ter defendido o legado da Operação Lava Jato. Renan afirmou ainda que não permitirá que o trabalho construído pelo Missão seja trocado por cargos públicos. Durante a declaração, parte da plateia entoou palavras de ordem ofensivas contra Moro.
Renan também criticou o partido Novo, alegando que a legenda limita as manifestações do governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Em outro momento, defendeu a investigação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e prometeu fazer indicações “republicanas” para a Corte, caso seja eleito.
No encerramento do evento, o candidato a vice-presidente Aroldo Medina, tenente-coronel da reserva, entregou a Renan seu Espadim de Tiradentes. Os dois usaram luvas brancas durante a cerimônia, apresentadas como símbolo de “mãos limpas”. A entrega do objeto foi divulgada como um gesto simbólico de união da chapa presidencial.
Informações Agência Brasil

