Segundo Mayara Magna, o investigado chegou a informar que se apresentaria espontaneamente à polícia, mas não compareceu

O professor de jiu-jítsu Carlos Vieira Holanda, conhecido como “Esquisito”, foi preso na manhã desta segunda-feira (6), em Manaus, após permanecer por mais de um mês foragido. Ele é investigado por crimes de assédio, importunação sexual, estupro e estupro de vulnerável contra adolescentes.
De acordo com a delegada Mayara Magna, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), a prisão foi resultado de um trabalho de monitoramento realizado desde o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência do investigado. Na ocasião, ele já havia deixado o imóvel antes da chegada da polícia.
“Estávamos atrás dele há mais de um mês. Cumprimos o mandado de busca e apreensão e tentamos efetuar essa prisão, mas ele tinha se evadido. A equipe de investigação não parou nenhum momento e continuou monitorando todos os passos até localizá-lo”, afirmou a delegada.
Segundo Mayara Magna, o investigado chegou a informar que se apresentaria espontaneamente à polícia, mas não compareceu. Com o avanço das investigações, os policiais identificaram que ele continuava frequentando a própria residência e montaram uma operação para cumprir o mandado de prisão.
A delegada informou que, durante a abordagem, Carlos Vieira Holanda tentou escapar utilizando rotas de fuga preparadas previamente no imóvel.
“Quando entramos na casa, ele pulou para a laje, onde havia corredores feitos com tábuas para facilitar a fuga. No entanto, já havíamos estudado todo o terreno e posicionamos policiais em todos os pontos de saída, o que impediu a fuga”, explicou.
As investigações apontam, até o momento, sete vítimas. Conforme a delegada, as adolescentes procuraram a polícia após a repercussão de outros casos envolvendo violência sexual no ambiente esportivo.
“São sete vítimas até agora. Todas tinham medo de denunciar. O investigado prometia kimonos, inscrições em competições e utilizava essa confiança para levar as adolescentes a hotéis, onde os abusos aconteciam”, declarou.
A Polícia Civil também apura a possível participação de outras pessoas nos crimes. Segundo Mayara Magna, há indícios de que o investigado oferecia adolescentes a terceiros em troca de vantagens e que eventuais envolvidos também poderão responder criminalmente.
“Nós estamos investigando todas essas outras pessoas por trás dos fatos. Quem ajudou ou participou dessas ações também será responsabilizado”, disse.
Após a prisão, Carlos Vieira Holanda foi encaminhado para exame de DNA e, em seguida, colocado à disposição da Justiça. Ainda de acordo com a delegada, ele permaneceu em silêncio durante o procedimento policial e negou as acusações ao afirmar que é inocente.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam e orienta que possíveis vítimas procurem a Depca para registrar denúncia e colaborar com o inquérito.

