Setenta policiais presos foram transferidos para nova unidade durante operação coordenada pelo Ministério Público, PMAM e Seap

A antiga unidade prisional da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), localizada no bairro Monte das Oliveiras, zona norte de Manaus, foi oficialmente desativada na manhã desta terça-feira (12), durante a Operação Sentinela Maior. A ação ocorreu após a repercussão da fuga de 23 policiais militares presos na carceragem em fevereiro deste ano.
Ao todo, 70 policiais militares custodiados no local foram transferidos para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM), localizada na BR-174, nas proximidades do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). A operação contou com a atuação conjunta do Ministério Público do Amazonas (MPAM), Polícia Militar e Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), além de mobilizar mais de 100 agentes das forças de segurança.
Segundo o Ministério Público, a desativação da antiga carceragem ocorreu após a identificação de problemas estruturais e operacionais considerados graves. A mudança busca reforçar a segurança da custódia militar, melhorar o controle administrativo e evitar novos episódios de fuga.
A fuga dos policiais militares aconteceu no dia 27 de fevereiro deste ano. Durante uma inspeção de rotina, a PMAM constatou a ausência dos detentos na unidade. Conforme informações da corporação, 18 policiais retornaram espontaneamente ainda na mesma noite. Os demais reapareceram no dia seguinte.
Investigações levaram à prisão de militares
As investigações sobre a fuga resultaram na prisão de dois policiais militares suspeitos de facilitar a saída dos detentos. A operação foi conduzida pela 60ª Promotoria de Justiça Especializada no Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (Proceapsp).
Além deles, o major Galeno Edmilson de Souza Jales, então diretor do Núcleo Prisional da PMAM, também foi preso preventivamente após o episódio. Dias depois, ele chegou a ser excluído da corporação por decreto estadual publicado no Diário Oficial. No entanto, neste mês de maio, o oficial acabou reintegrado à Polícia Militar por decisão judicial.
O promotor Armando Gurgel Maia destacou que as medidas adotadas têm como objetivo garantir a continuidade das investigações, preservar a ordem pública e manter a hierarquia dentro da corporação militar.
O Ministério Público informou ainda que as apurações continuam para identificar possíveis responsabilidades e falhas no sistema prisional militar que contribuíram para a fuga em massa.

