
Subiu para dois o número de mortes que estão sendo investigadas após o vazamento de gás estireno em uma fábrica localizada no Distrito Industrial de Manaus. A segunda vítima é um homem de 60 anos, que morreu na madrugada deste domingo (19) em um hospital particular da capital. Segundo familiares, o paciente começou a apresentar graves dificuldades respiratórias após uma possível exposição à substância química. Conforme informou a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), ele procurou atendimento médico na sexta-feira (17), quando apresentava sintomas leves, foi avaliado e recebeu alta.
No sábado (18), porém, o quadro clínico se agravou de forma repentina, levando o homem a retornar ao hospital. Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu e morreu poucas horas depois.
A causa da morte será investigada pelo Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) da rede privada, com acompanhamento da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP), que apura uma possível relação entre o óbito e a exposição ao gás estireno.
Desde o início da ocorrência, a rede estadual registrou 552 atendimentos de pessoas com sintomas compatíveis com exposição ao estireno.
Entre os principais sintomas relatados estão:
Falta de ar;
Irritação nos olhos;
Náuseas; Tontura;
Dor de cabeça.
Atualmente, apenas um paciente permanece internado na rede estadual.
Primeiro caso
A nova morte ocorre poucos dias após o primeiro óbito registrado em circunstâncias semelhantes. Na última quarta-feira (16), um homem de 67 anos morreu em um hospital público após apresentar um quadro de mal-estar associado à suspeita de exposição ao gás.
Apesar das suspeitas iniciais, a SES-AM informou que o primeiro paciente tinha histórico de doença respiratória crônica e ressaltou que, até o momento, não há comprovação de que as mortes tenham sido causadas diretamente pela inalação da substância.
As autoridades de saúde continuam monitorando a situação e investigando os possíveis impactos do vazamento na população da área afetada. A confirmação da causa das mortes dependerá dos laudos periciais que ainda estão em elaboração.

