
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta segunda-feira (8) que pretende escolher uma mulher para ocupar a vaga de vice-presidente em sua chapa nas eleições de 2026.
A declaração foi dada durante participação no evento Ciclo Brasil de Ideias – Mulheres, realizado em São Paulo. Segundo o parlamentar, o nome escolhido deverá reunir qualificação técnica e capacidade de complementar politicamente o projeto eleitoral. “Buscamos alguém preparado e que complemente a chapa”, afirmou o senador ao comentar as articulações para a disputa presidencial.
Pré-candidato evita revelar nome para área econômica
Durante o evento, Flávio Bolsonaro também disse que já conversa com possíveis nomes para comandar a economia em um eventual governo, mas afirmou que prefere não antecipar escolhas neste momento.
Segundo ele, a divulgação precoce poderia expor os indicados a ataques políticos e desgaste público antes mesmo do período eleitoral. O senador ainda elogiou a condução econômica do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que pretende aprofundar medidas adotadas entre 2019 e 2022.
Ao falar sobre articulações eleitorais, Flávio declarou que o grupo político ligado ao PL mantém conversas com partidos de centro e direita para ampliar a base de apoio ao projeto presidencial.
De acordo com o senador, a construção de palanques estaduais já alcança 22 estados e estaria mais avançada do que no cenário eleitoral de 2022. O parlamentar também mencionou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entre os aliados do campo conservador para as eleições presidenciais.
Senador voltou a defender privatizações
Flávio Bolsonaro também utilizou o evento para defender a privatização de empresas estatais, especialmente os Correios. O parlamentar criticou os resultados recentes da estatal e associou os prejuízos financeiros da empresa à necessidade de maior participação da iniciativa privada na economia.
Segundo ele, um eventual governo comandado pelo PL buscaria ampliar concessões, venda de ativos públicos e redução da presença do Estado em setores econômicos. “O objetivo é aumentar investimentos e reduzir a dívida pública”, afirmou.
Flávio propõe redução de ministérios
Entre as propostas apresentadas, o senador também defendeu uma redução significativa da estrutura ministerial do governo federal. Segundo ele, o número de ministérios poderia cair dos atuais 39 para algo entre seis e sete pastas.
Flávio ainda afirmou que pretende utilizar inteligência artificial para ampliar o controle de gastos públicos e melhorar a fiscalização das despesas da União em tempo real. Além disso, citou como metas econômicas a redução da carga tributária, a recuperação do grau de investimento do Brasil e o avanço do país em direção à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

