Mobilização terá 334 pontos de coleta nas 27 unidades da Federação e busca ajudar na identificação de pessoas desaparecidas

Apartir desta segunda-feira (24), uma força-tarefa nacional vai mobilizar familiares de pessoas desaparecidas para a coleta de material genético. A ação terá 334 pontos de atendimento distribuídos pelas 27 unidades da Federação.
A campanha segue até sexta-feira (28) e representa a quarta edição da mobilização especial organizada pelo governo federal em parceria com as secretarias estaduais e distrital de segurança pública.
Os interessados podem consultar os endereços dos locais disponíveis para a coleta na lista divulgada pelo Ministério da Justiça.
Em Manaus, a coleta de DNA poderá ser realizada no Laboratório de Genética Forense do Estado do Amazonas, localizado na avenida Noel Nutels, nº 300, Cidade Nova V. Os familiares interessados podem obter mais informações pelos telefones (92) 3667-7539 e (92) 98416-1122.
Outros pontos de coleta podem ser consultados no portal Gov.br, na página Pontos de Coleta.
DNA ajuda a identificar pessoas desaparecidas
A coleta do material genético permite comparar o DNA de familiares com perfis de pessoas encontradas vivas ou mortas sem identificação.
O cruzamento ocorre com informações armazenadas nos bancos genéticos estaduais, distrital e nacional. Dessa forma, o procedimento pode contribuir para localizar pessoas desaparecidas e identificar corpos cuja identidade ainda não foi confirmada.
Para participar, os familiares devem apresentar um documento de identificação e os dados do Boletim de Ocorrência (BO) registrado no momento do desaparecimento. É necessário informar o número do boletim, o estado onde ocorreu o registro e a delegacia responsável.
Coleta é gratuita e indolor
Segundo o governo federal, a mobilização representa uma alternativa para ampliar a quantidade de perfis genéticos disponíveis nos bancos de DNA.
A campanha é “uma ferramenta a mais para localização de pessoas desaparecidas, e uma chance para famílias que ainda não tenham doado o seu material genético”, explicou o Ministério da Justiça em nota.
A coleta é gratuita e não provoca dor. O Ministério da Justiça recomenda, preferencialmente, a participação de familiares de primeiro grau da pessoa desaparecida, como pai, mãe, irmãos ou filhos.
Resultado positivo será comunicado à família
Após a coleta, os dados genéticos passam pelo processo de comparação com os perfis disponíveis nos bancos de DNA.
Caso o cruzamento identifique uma correspondência positiva, a instituição responsável pelo procedimento entrará em contato diretamente com o familiar que realizou a doação do material genético.
A iniciativa busca ampliar as possibilidades de identificação e oferecer respostas a famílias que permanecem sem informações sobre o paradeiro de parentes desaparecidos.

