
O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, deu novos passos nas negociações para um acordo de delação premiada relacionado às investigações sobre o Banco Master. De acordo com informações divulgadas neste domingo (18), a expectativa é de que Paulo Henrique assine ainda nesta semana o termo de confidencialidade junto à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR), etapa considerada inicial para formalizar uma colaboração premiada.
Entenda o avanço da delação
O termo de confidencialidade garante o sigilo das informações compartilhadas durante as tratativas e protege tanto o colaborador quanto o andamento das investigações. Somente após essa assinatura é que começam oficialmente os depoimentos e a apresentação de provas e informações aos investigadores. Segundo os bastidores da investigação, Paulo Henrique pretende acelerar o acordo antes que o empresário Daniel Vorcaro finalize sua própria negociação de delação. A estratégia seria tentar ampliar os benefícios judiciais ao apresentar fatos inéditos e possíveis nomes envolvidos no suposto esquema.
Prisão ocorreu na 4ª fase da operação
Paulo Henrique Costa foi preso durante a quarta fase da Operação Compliance Zero. A Polícia Federal investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
As investigações apontam que o ex-presidente do BRB teria recebido cerca de R$ 146 milhões em propina para favorecer interesses ligados ao Banco Master em operações financeiras envolvendo o banco público do Distrito Federal. A defesa dele nega irregularidades.
Transferência para a “Papudinha”
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou recentemente a transferência de Paulo Henrique da Penitenciária da Papuda para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”. A mudança ocorreu após a defesa informar ao STF o interesse do ex-dirigente em colaborar com as investigações. Os advogados alegaram necessidade de garantir maior confidencialidade nas conversas entre cliente e defesa durante as negociações.
Operação Compliance Zero segue ampliando investigações
A Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema bilionário envolvendo fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e influência política ligada ao Banco Master. O caso já levou à prisão de empresários, policiais, operadores financeiros e ex-integrantes do sistema bancário. As apurações seguem sob supervisão do STF e da Polícia Federal.

