PF investiga suposto esquema de desvio de recursos públicos no estado do Rio de Janeiro; STF autorizou prisões, buscas e bloqueio de R$ 100 milhões em bens

O ex-deputado federal Chiquinho Brazão é alvo, na manhã desta quinta-feira (9), de uma operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares federais destinadas a organizações da sociedade civil (OSCs) no estado do Rio de Janeiro.
João Francisco Inácio Brazão e o irmão, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Domingos Inácio Brazão, foram condenados como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018. Os irmãos Brazão foram sentenciados a 76 anos e três meses de prisão.
Os policiais federais cumpriram dois mandados de prisão preventiva nesta quinta, contra Raphael da Silva Gonçalves e Robson Calixto Fonseca, o “Peixe”. Ex-assessor de Domingos Brazão, Peixe também havia sido condenado por participação nas mortes de Marielle e Anderson e já estava preso.
O Supremo Tribunal Federal (STF) também expediu 21 mandados de busca e apreensão na capital fluminense e autorizou o bloqueio de até R$ 100 milhões em bens e valores dos investigados. Chiquinho Brazão é alvo de buscas.
Segundo a PF, a investigação apura suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As apurações indicam que parte dos recursos destinados a entidades sem fins lucrativos, que mantinham contratos e parcerias com órgãos da administração pública federal, teria sido desviada por meio de pagamentos indevidos e do uso de empresas e pessoas interpostas para ocultar a origem e o destino do dinheiro.
A corporação também investiga indícios de superfaturamento, conluio entre empresas participantes de cotações de preços e inexecução de contratos firmados pelas organizações investigadas.
Informações SBT News

