Deputado federal pelo Amazonas participa de reunião com família Bolsonaro e mistura de fé e política entra no debate sobre anistia

O deputado federal Alberto Neto (PL) afirmou em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, nesta terça-feira (25), que os conservadores brasileiros, cuja face mais visível é a família do ex-presidente Jair Bolsonaro, estão enfrentando mais do que uma luta política, mas sim uma “guerra espiritual”.
“Acabei de chegar de uma reunião do PL (realizada ontem à noite) e na fala da família Bolsonaro; do Flávio (senador), da Michelle Bolsonaro (ex-primeira dama), no depoimento do Carlos (vereador carioca); ficou muito claro: estamos passando por uma guerra espiritual. Nao é mais só política, precisamos entender isso! Dobrar os joelhos, orar pelo nosso pais, pelo Bolsonaro, pelos presos políticos”, afirmou.
Alberto Neto acrescentou ainda que essa suposta guerra espiritual está configurada nos atos de exceção (do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes), do tribunal de exceção e a perseguição ao ex-presidente, que está preso desde o último sábado após tentar violar a tornozeleira eletrônica que lhe permitia cumprir prisão domiciliar.
Anistia volta a pauta política
Alberto Neto também tratou de política na transmissão ao vivo desta terça-feira ao garantir que na reunião realizada a pedido do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, a bancada do partido na Câmara Federal saiu com duas palavras de ordem empenhadas: união e anistia.
A união é para pressionar o presidente da Câmara Federal, deputado Hugo Mota (Republicanos/PB), a colocar em votação o projeto que anistia a todos os envolvidos na chamada trama golpistas e já condenados pelo STF, além dos que ainda estão em julgamento.
Embora esteja em conflito aberto contra o PT e o Governo do presidente Lula, Motta resiste a embarcar neste projeto, que seria posteriormente rejeitado pelo Senado Federal. Ele prefere colocar em votação o substiitutivo do deputado Paulinho da Força (Solidariedade/SP), que altera tipos penais, reduz penas para certos crimes, e ficou conhecido como PEC da Dosimetria.
Essa PEC da Dosimetria poderia reduzir em até 40% as penas dos envolvidos na chamada trama golpista, mas foi rejeitada pelos bolsonaristas do PL. A intenção agora é aproveitar o conflito de Mota e o Planalto e fazer andar a anistia, que criaria um fato político e levaria a pressão para o Senado.


