
O Amazonas é o terceiro estado do Norte em números de morte por acidentes de trabalho. Foram 16 mortes de janeiro a junho de 2025 registradas pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). O Pará é o primeiro com 36 mortes e Rondônia é o segundo com 19.
Os números foram extraídos do e-Social (sistema de informações trabalhistas) em uso desde 2022 e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
No estado foram 4.016 acidentes em seis meses. O número de trabalhadores com carteira assinada no Amazonas é de 558.598.
“No Brasil, a dificuldade de mensurar a quantidade real de acidentes do trabalho decorre, dentre outros fatores, da subnotificação, da falta de padronização de procedimentos nas extrações dos dados e ausência de sistema de registro unificado”, disse Viviane de Jesus Forte, coordenadora-geral de Fiscalização em Segurança e Saúde no Trabalho.
“Existem indícios de que uma parcela significativa das ocorrências registradas, como de natureza previdenciária tem, na verdade, origem acidentária”, acrescenta.
De acordo com o MTE, no Brasil houve crescimento de 12,63% entre 2021 e 2022; 11,91% de 2022 para 2023; e 11,16% de 2023 para 2024. No comparativo entre os primeiros semestres de 2024 e 2025, o aumento foi de 8,98%.
Os jovens de até 34 anos de idade são 33,63% das mortes por acidentes de trabalho no país. Neste ano, a maioria dos acidentes resultou em afastamento das atividades. Apenas 25,62% dos trabalhadores acidentados permaneceram trabalhando normalmente, enquanto 62,35% precisaram se afastar por até 15 dias e 12,03% ficaram mais de 15 dias afastados.
Entre as ocupações com maior número de óbitos registrados estão: motorista de caminhão, trabalhador de cultura de cana-de-açúcar, pedreiro, servente de obras, vaqueiro, técnico de enfermagem, alimentador de linha de produção, mecânico de manutenção de máquinas, eletricista de instalações e trabalhador de tratamento térmico e químico.
Com informações assessoria

