
A recente publicação de uma foto nas redes sociais pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM) ao lado do deputado federal Sidney Leite (PSD) abriu uma crise com a base de direita no Amazonas. O parlamentar do PSD é reconhecido nos bastidores como um dos principais aliados do senador Omar Aziz (PSD), pré-candidato ao Governo do Estado e integrante do grupo político que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O registro, focado na atuação conjunta dos parlamentares pelo interior amazonense, foi interpretado por eleitores conservadores como um sinal de distanciamento do Partido Liberal (PL).Na postagem que originou a polêmica, Plínio Valério enfatizou o trabalho em parceria com o deputado federal.
O senador escreveu que, “ao lado do deputado Sidney Leite, seguimos juntos, unindo forças em defesa do interior do Amazonas e da nossa gente”. Ele complementou afirmando que o compromisso de ambos é continuar trabalhando pelo fortalecimento e desenvolvimento dos municípios do interior.
A declaração, contudo, rapidamente repercutiu de forma negativa entre eleitores identificados com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Memória eleitoral de 2024 alimenta desconfiança
Internautas e apoiadores de direita reagiram apontando que o senador estaria se aproximando politicamente do grupo liderado por Omar Aziz. Nas redes sociais, as críticas também resgataram o posicionamento de Plínio Valério nas eleições municipais de 2024.
Naquela ocasião, o senador chegou a ser cogitado como um possível aliado na campanha do deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) à Prefeitura de Manaus. No entanto, ele acabou optando por participar ativamente da campanha do deputado federal Amon Mandel (Cidadania).
Diante do novo gesto, analistas e eleitores avaliam que o senador amazonense tenta atrair o eleitorado conservador local, mas sem a intenção de caminhar politicamente ao lado do grupo historicamente ligado a Jair Bolsonaro.
A aproximação pública com Sidney Leite consolida a percepção de uma postura de independência que desagrada a ala mais ideológica do estado. Até o momento, a aliança focada nas demandas do interior segue sob forte vigília e contestação por parte de sua base eleitoral de direita.

