
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera todos os cenários testados para a eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Meio/Ideia, realizada entre os dias 3 e 6 de julho com 1.500 entrevistados em todo o país. Registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-05628/2026, o levantamento mostra que Flávio Bolsonaro (PL) continua sendo o adversário mais competitivo da direita nas simulações de voto, enquanto Michelle Bolsonaro (PL) amplia seu protagonismo político.
No principal cenário de primeiro turno, Lula registra 40,4% das intenções de voto, contra 32% de Flávio Bolsonaro. Quando o senador é substituído por Michelle Bolsonaro, o presidente mantém os mesmos 40,4%, enquanto a ex-primeira-dama alcança 29,4%.
Na intenção de voto espontânea, modalidade em que os entrevistados respondem sem receber uma lista de candidatos, Lula aparece com 32,8%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 20,3%. Outros 33,1% afirmaram não saber em quem votariam, indicando que parte do eleitorado ainda não definiu espontaneamente seu candidato.

Michelle se destaca em indicadores de imagem
Os cenários de segundo turno reforçam Flávio Bolsonaro como o nome mais competitivo da oposição. Na simulação direta contra Lula, o senador registra 40%, enquanto o presidente soma 45%. Já Michelle Bolsonaro alcança 36%, quatro pontos abaixo do desempenho de Flávio, diante dos mesmos 45% obtidos por Lula. Também foram testados os governadores Ronaldo Caiado (União Brasil), com 37,6%, e Romeu Zema (Novo), com 37%, além de Renan Santos (Novo), que aparece com 33%.
Embora tenha desempenho inferior ao de Flávio nas intenções de voto, Michelle reúne indicadores que apontam fortalecimento de sua imagem pública. Em uma pergunta espontânea sobre quem seria a mulher mais poderosa do Brasil, ela foi mencionada por 15,4% dos entrevistados, superando a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, com 9%, e a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF)Cármen Lúcia, lembrada por 4,5%.
A pesquisa também mediu a repercussão do vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro em 24 de junho, no qual vieram a público divergências com Flávio Bolsonaro. Segundo o levantamento, 33,5% dos entrevistados afirmaram ter acompanhado o episódio. Entre eles, 23,4% disseram que o vídeo aumentou sua confiança na ex-primeira-dama, enquanto 17,3% afirmaram que a confiança diminuiu.

Diferenças regionais e de gênero marcam disputa
Os recortes demográficos mostram diferenças importantes no comportamento do eleitorado. No eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente lidera entre as mulheres, com 50,4%, contra 34,2% do senador. Entre os homens, o cenário se inverte: Flávio registra 46,3%, enquanto Lula aparece com 39,2%.
Regionalmente, Lula mantém ampla vantagem no Nordeste, onde soma 61,1% das intenções de voto contra 25,7% de Flávio Bolsonaro. O senador lidera no Sul, com 54,1%, e no Centro-Oeste, onde alcança 62,9%. No Sudeste, maior colégio eleitoral do país, a disputa é mais equilibrada, com 45,5% para Lula e 43,4% para Flávio, diferença dentro da margem de erro da pesquisa.
Além das intenções de voto, o levantamento aponta que 64% dos entrevistados afirmam já ter decidido o voto para presidente. Em relação ao governo federal, 48,5% desaprovam a forma como Lula conduz a Presidência, enquanto 46,5% aprovam sua atuação. A pesquisa também mostra que 51% consideram que o presidente não merece um novo mandato e que a avaliação negativa da gestão, somando os conceitos ruim e péssimo, alcança 41%, contra 32,5% de ótimo e bom.

Caso Banco Master
O levantamento ainda avaliou os reflexos políticos do caso Banco Master. Segundo a pesquisa, 29,5% dos entrevistados afirmaram que o envolvimento de Flávio Bolsonaro diminui a chance de votar no senador. No caso do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), 17,3% disseram que a investigação reduz a disposição de votar em Lula. Ao serem questionados sobre quem consideram mais envolvido no caso, 39% apontaram Lula, enquanto 37,4% citaram Flávio Bolsonaro.
Por fim, a pesquisa indica que a polarização continua predominando no cenário político nacional. 38,6% dos entrevistados afirmam estar cansados da briga política, enquanto 24,5% dizem evitar falar sobre política para não serem mal interpretados. Apesar disso, 20,5% consideram que o melhor resultado para o país seria a eleição de um candidato moderado que não fosse nem Lula nem um representante da família Bolsonaro, embora os nomes testados fora da polarização ainda apareçam com baixa intenção de voto.

