Nota questiona falta de acesso ao inquérito e afirma aguardar laudo oficial sobre morte de Luiz Phillipi Machado de Morais Mourão

A defesa de Luiz Phillipi Machado de Morais Mourão, conhecido como “Sicário”, afirmou que não foi comunicada pela Polícia Federal (PF) sobre a suposta tentativa de suicídio do investigado enquanto estava sob custódia.
Segundo nota assinada pelo advogado Vicente Salgueiro e divulgada nesta segunda-feira (13), os familiares souberam do ocorrido “exclusivamente por meio da imprensa”.
Mourão, apontado como funcionário de confiança do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso na terceira fase da operação Compliance Zero.
Segundo a PF, ele estava na Superintendência em Minas Gerais quando teria atentado contra a própria vida. Socorrido, foi encaminhado ao Hospital João XXIII, mas morreu em 6 de março.
Na nota, a defesa e a família afirmam ainda não ter tido acesso a elementos do inquérito, como imagens de segurança e documentos da investigação, nem à conclusão oficial do Instituto Médico Legal sobre a causa da morte.
O documento diz ainda que os acontecimentos anteriores ao encaminhamento ao hospital, dentro da sede da PF em Belo Horizonte, devem ser esclarecidos pelas investigações em curso.
A defesa também contesta a associação do investigado ao termo “Sicário”, mencionado na decisão de prisão preventiva assinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o advogado, a qualificação é “de extrema gravidade” e não estaria acompanhada de provas acessíveis.
Segundo as investigações, Mourão atuaria na obtenção de informações sigilosas e no monitoramento de adversários, com o objetivo de antecipar ações que pudessem afetar os interesses do grupo ligado a Vorcaro. A defesa, no entanto, afirma que aguarda acesso ao material reunido para avaliar a consistência dessas acusações.
O SBT News procurou a PF para comentar as declarações da defesa e da família de Mourão e aguarda posicionamento da corporação.
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