Benefício ainda não foi liberado, mesmo após um mês da solicitação

A filha de 7 anos da policial militar Gisele Alves Santana, morta em circunstâncias que envolveram um tenente-coronel, ainda espera a liberação da pensão após um mês de pedido (feito em 6 de março).
A defesa da família questiona a diferença de tratamento nos documentos, já que a aposentadoria de Geraldo Leite Rosa Neto, preso e réu pela morte da esposa, foi liberada em uma semana após a solicitação.
Segundo informações divulgadas, a pensão foi aprovada dentro do prazo administrativo e já está em processo de pagamento, prevista para ser liberada no dia 8 de abril. O advogado relatou que a filha de Gisele deverá receber aproximadamente um salário mínimo e meio, o que corresponde a cerca de R$ 2.431,00.
Ele explicou que somente após a pressão da população e da imprensa o Estado confirmou que o pagamento será iniciado no dia 8 deste mês. “Não há justificativa para essa diferença de tratamento no caso da filha da Gisele”, ressaltou o advogado, ao criticar a demora no processo.

O benefício assegura à filha de Gisele condições básicas de sustento, sendo considerado um direito previsto em lei para dependentes de servidores públicos que morrem em serviço ou em decorrência de crimes.
O caso de Gisele ganhou repercussão nacional pela gravidade da ocorrência e pela posição hierárquica do acusado. A morte da policial trouxe à tona debates sobre violência de gênero e responsabilidade institucional.
A atualização do caso reforça a importância da assistência às famílias de policiais vítimas de violência, que precisam ser respeitadas e ouvidas acima de qualquer autoridade, em reconhecimento à dor e ao sofrimento dos familiares.

