O crime ocorreu no dia 26 de julho e foi registrado pelas câmeras de segurança do edifício

A Justiça do Rio Grande do Norte aceitou, nesta quinta-feira (7), a denúncia do Ministério Público contra o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, que espancou a namorada com mais de 60 socos dentro de um elevador, em um condomínio de Natal. Ele agora responde formalmente por tentativa de feminicídio.
O crime ocorreu no dia 26 de julho e foi registrado pelas câmeras de segurança do edifício. As imagens mostram o momento em que Igor ataca brutalmente a companheira, sem chance de defesa. A vítima sofreu múltiplas fraturas no rosto e passou por cirurgia de reconstrução na última sexta-feira (1º).
O agressor foi preso em flagrante e, no dia seguinte, teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia. Um vídeo da audiência, divulgado nesta quinta-feira pela TV Globo, mostra Igor alegando ter tido um surto e afirmando que pediu ajuda logo após perceber o que havia feito.
“Assim que a porta do elevador abriu, que eu me toquei do surto que eu tive… pedi para chamarem a ambulância e me entreguei”, disse ele, acrescentando que ficou sentado na calçada aguardando a chegada da polícia.
O porteiro do prédio, alertado por uma moradora e pelas imagens das câmeras, foi quem acionou a polícia. Igor também admitiu o uso de drogas no dia da agressão.
Segundo a Polícia Civil, o crime foi motivado por ciúmes. Igor está preso na Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim, e alegou ter sido agredido na prisão no último dia 1º. Em nota divulgada por sua defesa, o ex-atleta pediu perdão à vítima e atribuiu o ataque ao “uso de substâncias” e à “instabilidade emocional”.
Enquanto isso, a vítima segue em recuperação. A cirurgia, que teve como objetivo reconstruir a estrutura do rosto, foi considerada bem-sucedida, mas os médicos alertam para possíveis sequelas permanentes.
O cirurgião-dentista Kerlison Paulino de Oliveira, que realizou o procedimento, explicou que o foco foi restaurar a forma e a funcionalidade do rosto da paciente. Ela permanece em tratamento e sob acompanhamento médico.

