Ao SBT News, presidente do PL afirmou que partido apoiará Rogério Marinho e que quer discutir também o comando da Câmara

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou ao SBT News neste domingo (4) que o partido vai disputar o comando do Senado em 2027 e trabalhar pela eleição de Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência da Casa. Ele também descartou qualquer possibilidade de acordo com o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para a próxima legislatura.
A articulação ocorre após o PL ampliar sua força no Congresso e conquistar uma bancada expressiva no Senado. Valdemar atribuiu o desempenho da legenda à força política do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que o resultado dá ao partido condições de negociar o comando da Casa com outras siglas.
“O Rogério é o que reúne as melhores condições para ser presidente do Senado, é muito preparado. Nós vamos ter o PP do nosso lado, vamos ter o União Brasil, vamos ter o Republicanos. Nós fazemos maioria lá”, afirmou o presidente do PL ao ser questionado sobre a candidatura de Rogério Marinho.
Valdemar acrescentou que o resultado da disputa pela Presidência da República deve ter peso nas articulações pelo comando do Senado. Na avaliação dele, o Palácio do Planalto exerce forte influência sobre a escolha do presidente da Casa.
Questionado sobre uma eventual negociação com Alcolumbre em 2027, o presidente do PL afirmou que o nome do atual presidente do Senado está “totalmente descartado”. Apesar de já projetar a disputa pelo comando da Casa, o dirigente disse que, neste momento, o foco do partido está no segundo turno da eleição presidencial.
Valdemar afirmou ainda que a legenda pretende participar das negociações pelo comando da Câmara dos Deputados e indicou resistência à recondução de Hugo Motta à presidência da Casa. Segundo as contas apresentadas pelo presidente do PL, o partido elegeu 121 deputados federais, número que ainda pode sofrer alterações por causa do quociente eleitoral.
“Eu acho difícil nós apoiarmos a candidatura do Hugo Motta para presidente. Nós vamos querer discutir a presidência da Câmara e a presidência do Senado. Agora, se você faz a presidência do Senado, é natural que normalmente você abra mão da presidência da Câmara, porque nós temos que nos entender com os outros partidos”, disse.
A negociação pelas presidências das duas Casas, segundo Valdemar, deverá fazer parte de um acordo mais amplo com partidos aliados. Ele afirmou que essas conversas também devem envolver o apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial.

