O grupo é apontado como responsável por invasões a dezenas de comunidades

A morte da traficante conhecida como Diaba Loira, na madrugada desta sexta-feira (15), teria sido motivada por sua saída do Comando Vermelho (CV) para integrar o Terceiro Comando Puro (TCP). O confronto entre as facções ocorreu entre as comunidades do Fubá e Campinho, mas o corpo dela foi encontrado em Cascadura, na Zona Norte.
De acordo com informações preliminares, o crime foi ordenado por Thiago da Penha, apelidado de “Menor Quente 22”, homem de confiança de Edgar Alves de Andrade, o “Doca” ou “Urso”, líder da facção no Complexo da Penha. TH teria emboscado e executado Diaba Loira quando ela deixava o Complexo da Maré, além de divulgar um vídeo íntimo da vítima gravado quando ainda fazia parte do CV.

O grupo liderado por Doca, conhecido como Tropa do Urso, é apontado como responsável por invasões a dezenas de comunidades, pelo sequestro de um helicóptero da polícia em 2021 para resgatar presos e pelo assassinato dos executores dos três médicos mortos na Barra da Tijuca, entre eles o baiano Perseu Ribeiro Almeida.
A equipe também conta com o traficante “Menor Piu”, alvo de operação policial em julho deste ano na casa do rapper Oruan, na Zona Oeste. O músico, filho de Marcinho VP, líder histórico do CV, teria se refugiado no Complexo da Penha após o episódio.
Histórico de violência e entrada no crime

A trajetória de Eweline no mundo do crime teria começado após sobreviver a uma tentativa de feminicídio em Santa Catarina, cometida pelo ex-companheiro, que chegou a perfurar seu pulmão. Mãe de dois filhos, ela fugiu para o Rio de Janeiro, e ingressou no Comando Vermelho, mas anos depois rompeu com a facção e passou para o lado inimigo. Era considerada uma peça-chave na guerra entre CV e TCP.
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