A tia da bebê desconfiou da atitude da funcionária e encontrou a criança escondida dentro de uma bolsa.

Uma técnica de enfermagem foi presa após tentar sequestrar uma recém-nascida dentro da Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina (PI). A ação foi interrompida pela tia da bebê, que desconfiou da atitude da funcionária e encontrou a criança escondida dentro de uma bolsa.
O caso ocorreu na segunda-feira (7). Segundo a investigação, a suspeita, identificada como Auricélia Rocha, trabalhava na unidade de saúde havia cerca de dois anos, mas estava de folga no dia da ocorrência. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que ela leva a bebê pelos corredores do hospital após informar à mãe, de 14 anos, que a criança seria submetida a exames de rotina.
Desconfiada da situação, a tia da recém-nascida decidiu acompanhar a movimentação da funcionária. Pouco depois, a técnica entrou em um banheiro e saiu usando roupas diferentes, carregando uma bolsa de grande porte. A familiar abordou a suspeita, abriu a bolsa e encontrou a bebê, retirando a criança e pedindo ajuda.
A Polícia Civil informou que a mulher passou a ser investigada por tentativa de sequestro. Como o crime não foi comunicado a tempo para uma prisão em flagrante, a Justiça expediu um mandado de prisão preventiva, cumprido na quarta-feira (9), após a suspeita receber alta de uma clínica psiquiátrica onde havia sido internada pela família.

Durante o cumprimento de mandado de busca, os policiais localizaram na residência da investigada um quarto preparado para receber um bebê, com berço, banheira, roupas e fraldas. Conforme as investigações, familiares acreditavam que ela estava grávida, embora não houvesse exames que comprovassem a gestação.
Em depoimento, Auricélia Rocha optou por permanecer em silêncio. A defesa informou que ela apresenta sintomas esquizofrênicos, faz tratamento psiquiátrico e possui comprometimento para compreender a gravidade dos fatos. Apesar disso, a Polícia Civil afirmou que, até o momento, não há elementos que indiquem incapacidade penal e sustenta que a suspeita agiu sozinha.

