Influenciadora está presa desde 21 de maio, acusada de lavagem de dinheiro e organização criminosa

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) julga nesta terça-feira (9) o pedido de liberdade da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra. Ela está presa desde 21 de maio por suspeita de envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Os advogados de Deolane argumentam que o caso não se enquadra nos requisitos legais para uma prisão preventiva e que não há risco à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação de lei penal.
O recurso será avaliado pela Quinta Turma do STJ, durante a tarde. O processo tramita em segredo de Justiça.

Deolane foi presa durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A investigação também tem como alvo familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como principal líder da facção criminosa. Segundo os investigadores, o grupo usaria empresas de fachada, imóveis e carros de luxo para ocultar recursos provenientes do crime organizado.
Segundo a Polícia Civil, Deolane passou a ser investigada após a análise de um celular apreendido durante uma operação anterior, chamada “Lado a Lado”.
O aparelho continha conversas com pessoas ligadas à cúpula do PCC e indícios de movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos.
Os investigadores afirmam ter identificado “movimentações milionárias sem lastro econômico compatível”, além do uso de empresas e patrimônio de alto padrão para dificultar o rastreamento do dinheiro.
A operação também aponta relações pessoais e empresariais entre investigados e integrantes da facção criminosa.



