Representação contra David Alcolumbre se fundamenta em uma série de questões, entre elas a não instalação da CPMI do Banco Master.

O Partido Novo anunciou que ingressou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar destravar a instalação do Conselho de Ética do Senado e possibilitar a análise de uma representação que pede o afastamento do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
A iniciativa amplia a pressão política sobre o senador do União Brasil em meio às recentes denúncias envolvendo o Banco Master.
A medida foi divulgada na sexta-feira (12) pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), em vídeo publicado nas redes sociais do partido. Ao lado do vereador de Curitiba Guilherme Kilter, o parlamentar afirmou que a ação busca obrigar a abertura do colegiado, que ainda não foi instalado, impedindo o andamento do pedido protocolado há cerca de dois meses pela legenda.
Segundo Girão, a representação contra Alcolumbre se fundamenta em uma série de questões, entre elas a não instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master, que, de acordo com o senador, já teria reunido o número necessário de assinaturas para ser criada.
“Mais do que nunca nós precisamos dessa investigação que envolve o presidente do Congresso, o PT da Bahia e muitos outros poderosos que devem explicações”, afirmou Girão.
A ofensiva do Novo ganhou força após reportagem da revista Veja informar que Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, teria transferido US$ 30 milhões — cerca de R$ 153 milhões — para Alcolumbre em uma conta no exterior.
Segundo a publicação, o montante teria sido destinado em troca de apoio a interesses da instituição financeira.
O presidente do Senado negou as acusações. Em nota, Davi Alcolumbre classificou as informações como “absolutamente falsas” e afirmou que responderá às denúncias “com a máxima firmeza”.
Com a judicialização do caso, caberá agora ao STF decidir se determina a instalação do Conselho de Ética, abrindo caminho para que a representação contra o presidente do Senado seja efetivamente analisada.
Poder 360

