
A empresária Renata Coan Cudh criticou duramente, nesta quarta-feira (11), a decisão da Justiça do Ceará que colocou em liberdade Edilson Florêncio da Conceição, condenado por estupro. Durante entrevista, ela questionou a medida: “O que mais faltava? Eu estar morta? Isso que ia valer a lei? Isso que ia valer o julgamento?”
Edilson, conhecido como “Edilson Moicano”, é motorista de aplicativo e lutador de MMA. Ele foi condenado a 8 anos e 2 meses de prisão por estuprar uma passageira alcoolizada, caracterizando estupro de vulnerável. O crime aconteceu em Fortaleza, e ele foi preso em flagrante no dia 19 de janeiro, após ser encontrado abusando da vítima em um matagal próximo ao local de um evento.
Apesar da condenação, a juíza responsável pelo caso permitiu que ele recorresse em liberdade. A decisão causou revolta na vítima, que publicou um vídeo nas redes sociais pedindo justiça e mais rigor na aplicação da lei. “O que me dói muito, além de eu estar passando por tudo isso, é que 99% das mulheres não denunciam por causa disso. Não denunciam porque não têm força. A Justiça não está do nosso lado”, desabafou Renata.
A empresária contou ainda que, após o crime, precisou deixar sua casa e seu trabalho em Fortaleza, buscando refúgio temporário em Curitiba. Ela relatou viver sob constante medo e ansiedade, sentimentos que se intensificaram com a notícia da liberdade do agressor. “Hoje me sinto segura para sair e fazer minhas coisas, mas sei que muitas mulheres não se sentem. Uma pessoa como ele estar solta é… me faltam palavras. Vai acontecer com outra mulher.”
O Ministério Público do Ceará (MPCE) reagiu à decisão judicial e solicitou o aumento da pena, além de pedir que Edilson perca o direito de recorrer em liberdade e cumpra a pena em regime fechado.
Renata também fez um apelo por mudanças na legislação para que casos como o dela não sejam esquecidos. “É inconcebível tudo que está acontecendo. Tem que mudar a lei. Eu preciso, e as mulheres precisam que a lei mude. Urgente”, afirmou.
Com informações Assessoria

