Pastor teve celular apreendido no Aeroporto do Galeão; Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro também foram indiciados

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou nesta quarta-feira (20) a realização de busca e apreensão contra o pastor Silas Malafaia, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. A operação foi cumprida pela Polícia Federal (PF) no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, quando Malafaia retornava de Portugal, onde participou de eventos religiosos nas últimas semanas.
De acordo com a PF, o pastor teve seu celular apreendido e está proibido de deixar o país. Ele foi obrigado a entregar todos os passaportes e não poderá manter contato com outros investigados ligados ao caso.
A medida integra um inquérito que apura supostas tentativas de coação contra autoridades envolvidas nas investigações sobre o chamado golpe de Estado.
Na mesma ação, a Polícia Federal também indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), sob suspeita de coação. A decisão faz parte de medidas judiciais para garantir a integridade das apurações e evitar interferências no processo.

