Manifestação em frente ao TJAM reúne servidores e familiares que cobram retorno aos postos e direitos trabalhistas; movimento afirma que cerca de 32 famílias foram afetadas

Trabalhadores dos serviços notariais e de registro do Amazonas realizaram, na manhã desta quinta-feira (27), uma manifestação em frente ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), na Avenida André Araújo, Bairro Aleixo, na Zona Centro Sul de Manaus. O grupo cobra respostas sobre o afastamento de funcionários e reivindica o retorno aos postos de trabalho, além da garantia de direitos trabalhistas.
A mobilização reúne servidores e familiares que relatam dificuldades financeiras após meses sem uma definição sobre a situação profissional. Segundo o movimento, aproximadamente 32 famílias teriam sido atingidas pelos desligamentos.
Servidora relata dificuldades para pagar contas
Entre os manifestantes está Maria do Socorro Ferreira Aguiar, servidora que afirma ter trabalhado durante 14 anos em um cartório. Segundo ela, os trabalhadores estão há quatro meses aguardando uma resposta sobre a situação.
“Estamos há 4 meses sem resposta. Contas a pagar, moro de aluguel, até meus medicamentos estou deixando de comprar.”
A servidora também relatou que enfrenta problemas financeiros para manter despesas básicas. “Sou hipertensa”, afirmou durante a manifestação.
Trabalhadores cobram retorno aos cartórios
O movimento defende que os funcionários afastados possam retornar às atividades e afirma que os trabalhadores não deveriam permanecer sem exercer suas funções enquanto não houver uma definição formal sobre os contratos.
Além do retorno aos postos, a categoria cobra a preservação dos direitos trabalhistas e uma solução para as famílias que, segundo os manifestantes, ficaram sem renda após os desligamentos.
Manifestação acontece em frente ao TJAM
Os trabalhadores escolheram a sede do Tribunal de Justiça do Amazonas para realizar o protesto e chamar atenção para o impasse. O grupo também pede que as situações individuais dos funcionários sejam analisadas e que haja diálogo com as instituições responsáveis.
Os manifestantes afirmam ainda que muitos profissionais possuem anos de experiência nos cartórios e defendem a permanência das equipes para garantir a continuidade dos serviços prestados à população.

