Segundo a servidora, funcionários do gabinete teriam sido orientados a repassar parte dos salários recebidos

A servidora Rebecka Monteiro da Câmara Municipal de Presidente Figueiredo denunciou um suposto esquema de rachadinha envolvendo a vereadora Juh Campos. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ela afirma que teria sido pressionada a devolver parte do salário recebido no gabinete parlamentar. Até o momento, a vereadora não comentou publicamente as acusações.
A denúncia ganhou repercussão nas redes sociais após a divulgação de um vídeo em que a mulher relata o suposto esquema de rachadinha.
Segundo a servidora, funcionários do gabinete teriam sido orientados a repassar parte dos salários recebidos. No vídeo, ela afirma que se recusou a entregar o valor solicitado por considerar a prática irregular.
“A vereadora começou a mandar mensagens dizendo que era pra eu dar o valor pra ela, porque era do gabinete dela. Eu me recusei, porque achei errado. O dinheiro era meu, eu trabalhei”, declarou.
O caso passou a circular em grupos de mensagens e plataformas digitais, gerando reações de moradores do município e pedidos para que os órgãos competentes investiguem as acusações.
O que é rachadinha
A prática conhecida como “rachadinha” ocorre quando assessores ou servidores são obrigados a devolver parte dos salários a parlamentares ou pessoas ligadas ao gabinete. A conduta pode configurar crimes como peculato, corrupção e improbidade administrativa, dependendo da apuração das autoridades.
Outro lado
Até o momento, a vereadora não comentou publicamente as acusações. Porém, um dia antes a parlamentar se manifestou nas redes sociais alegando que está sofrendo perseguição após se recusar a apoiar a candidatura a deputado estadual de Marcelo Palhano.
“Eu estou indignada porque tudo que está acontecendo é porque eu disse um não. Você não ter liberdade de escolha é muito difícil, e por isso você é perseguida por homens que deveriam te proteger e falam que vão tirar o seu mandato porque já tirou o mandato do vereador Mário Costa. E ai eu sou a próximo e posso ser até uma Mariel Franco“, disse.
“A política suja não é fácil. Depois que eu disse que não ia apoiar o candidato a deputado estadual Marcelo Palhano minha vida tem virado de cabeça para baixo. Eu só quero pedir a essas pessoas que me deixe em paz“, completou.

