Requerimentos foram incluídos no sistema entre 9 e 16 de setembro, em meio à repercussão do caso envolvendo o ministro do STF e o Banco Master

O Senado Federal registrou 11 novos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em um intervalo de apenas uma semana. Os requerimentos foram incluídos no sistema da Casa entre os dias 9 e 16 de setembro de 2026.
Segundo levantamento divulgado pelo Metrópoles, os pedidos haviam sido protocolados entre 31 de agosto e 10 de setembro, mas só foram cadastrados no sistema legislativo posteriormente.
Pedidos surgem durante crise envolvendo o Caso Master
A nova sequência de requerimentos ocorre enquanto o STF analisa questões relacionadas ao chamado Caso Master, que envolve o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e informações sobre sua relação com Moraes.
No início de setembro, senadores já haviam apresentado manifestações defendendo a apuração das informações divulgadas sobre o caso. O Senado registrou, inclusive, uma petição coletiva contra Moraes, atualmente identificada como PET 20/2026, que consta como “em tramitação” e aguardava despacho na atualização disponível.
Outro pedido, registrado como PET 29/2026, foi apresentado em 14 de setembro por um cidadão e também tem Moraes como alvo. O documento está fundamentado no artigo 52 da Constituição e na Lei nº 1.079/1950.
Maioria dos pedidos partiu de cidadãos
De acordo com o levantamento do Metrópoles, a maior parte das 11 novas petições foi apresentada por cidadãos sem vínculo direto com a política.
Entre os requerimentos, porém, está uma iniciativa de Renan Santos, candidato do partido Missão à Presidência da República.
Também há uma representação que inclui, além de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O Metrópoles ressalta que Gonet foi citado em conversas relacionadas ao caso, mas que não havia indícios de possível crime contra ele, segundo a reportagem.
Outros pedidos também foram registrados
No mesmo período, o Senado cadastrou um pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, também apresentado por Renan Santos.
Além disso, foram registradas quatro representações contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Segundo o Metrópoles, essas representações questionam a posição de Alcolumbre em relação ao andamento de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.
Alcolumbre já citou 109 pedidos
A quantidade de requerimentos contra integrantes do STF já havia sido mencionada pelo próprio Davi Alcolumbre no início de setembro.
Após uma sessão do Senado, o presidente da Casa afirmou que havia 109 pedidos relacionados aos dez ministros do Supremo e declarou: “Isso não é normal”.
O número citado por Alcolumbre se refere ao conjunto de pedidos envolvendo os dez ministros, enquanto o levantamento divulgado nesta quinta-feira trata especificamente dos 11 novos requerimentos contra Moraes registrados entre 9 e 16 de setembro.
Pedidos não significam abertura automática de impeachment
A apresentação de uma petição não representa, por si só, a abertura de um processo de impeachment ou a comprovação das acusações apresentadas pelos autores.
Os pedidos precisam seguir a tramitação prevista nas regras do Senado. A Constituição estabelece que cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade.
O cenário permanece em andamento, com novos requerimentos sendo protocolados enquanto o debate sobre o Caso Master continua no Congresso e no Judiciário.

