
O sargento da Polícia Militar do Amazonas Ederson Oséias Cordeiro Lira foi condenado a 17 anos, 2 meses e 8 dias de prisão pelo assassinato de Kennedy Cardoso de Miranda, de 22 anos. O crime aconteceu durante uma confraternização de Natal, em dezembro de 2024, em Manaus.
A decisão foi tomada após dois dias de julgamento pela 3ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. O Conselho de Sentença considerou o policial culpado por homicídio qualificado por motivo fútil.
A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. A sentença também determinou a perda do cargo público que Ederson ocupava na PMAM.
Réu permanecerá preso
Ederson já estava preso preventivamente desde o período do crime. Com a condenação, a Justiça determinou o início imediato do cumprimento da pena, não permitindo que ele recorra em liberdade.
O julgamento também analisou acusações relacionadas a outras duas pessoas que estavam na residência no momento dos disparos. Nesse caso, os jurados decidiram pela absolvição do policial das acusações de tentativa de homicídio.
A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.
Jovem foi morto durante confraternização
Kennedy Cardoso de Miranda, natural de Autazes, tinha 22 anos e estava em Manaus para passar o Natal com familiares da namorada.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a confraternização transcorria normalmente até a chegada do policial, que teria ido ao imóvel para visitar as filhas. Ele havia sido casado com a irmã da namorada de Kennedy.
Ainda conforme a acusação, Ederson estava armado e apresentava sinais de embriaguez. Durante a festa, ele conversou com os convidados e, em determinado momento, sentou-se próximo a Kennedy.
Pouco depois, o policial teria sacado a arma e efetuado três disparos contra o jovem. Um dos tiros atingiu a cabeça da vítima.
Kennedy Cardoso de Miranda, de 22 anos, foi morto a tiros durante uma festa de Natal. — Foto: Arquivo pessoal
Policial fugiu após os disparos
Um guarda municipal que estava no local tentou impedir a continuidade da ação. Após o tumulto, Ederson deixou a residência levando a arma utilizada no crime.
Kennedy chegou a ser socorrido por pessoas que estavam na confraternização e levado ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Danilo Corrêa, na Zona Norte de Manaus. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu durante a madrugada.
Sargento se entregou dois dias depois
O crime ocorreu em 25 de dezembro de 2024. Após a Justiça determinar a prisão, Ederson se apresentou à Polícia Civil dois dias depois, em 27 de dezembro, acompanhado de um advogado.
Ele foi levado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), onde prestou depoimento. Posteriormente, passou por audiência de custódia, e a prisão preventiva foi mantida.

