Alan do Índio era o responsável por comandar, à distância, o núcleo jurídico da facção

A manhã desta quinta-feira (6), foi marcada pela deflagração da Operação Roque, ação conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM), que tem como alvo advogados suspeitos de integrar o esquema de comunicação e suporte jurídico da Facção Comando Vermelho (CV) com atuação no sistema prisional do Amazonas.

As equipes cumpriram mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal do Amazonas, em residências e escritórios de advocacia em Manaus, sendo o escritório Ramyde ADV com apreensão de documentos, computadores e mídias digitais que serão periciados. Os principais alvos são:
Ramyde Washington Abel Caldeira Doce Cardoso – Prisão preventiva e busca e apreensão; Alison Joffer Tavares Canto de Amorim – Prisão preventiva e busca e apreensão; Gerdeson Zuriel de Oliveira Menezes – Prisão preventiva e busca e apreensão e Janai de Souza Almeida – Prisão preventiva e busca e apreensão.
Alan do Índio
A Polícia Federal (PF) identificou Alan Sérgio Martins Batista, conhecido como ‘Alan do Índio’, como o principal líder do CV no Amazonas e o responsável por comandar, à distância, o núcleo jurídico da facção desmantelado nesta quinta-feira (6), durante a Operação Roque.

De acordo com as investigações, Alan do Índio enviava ordens aos advogados, que atuavam como intermediários entre os líderes detidos e os membros do grupo criminoso em liberdade. Esses advogados repassavam bilhetes, recursos e instruções operacionais para a manutenção das atividades do CV dentro e fora dos presídios.
As autoridades revelaram que o traficante passou por múltiplas cirurgias plásticas no rosto e utiliza documentos falsos para despistar a polícia e facilitar viagens ao exterior. Segundo a PF, ele vive atualmente em uma comunidade no Rio de Janeiro, de onde exerce influência sobre o crime organizado na região Norte.
Operação
A operação é um desdobramento da Xeque-Mate e busca desarticular o setor jurídico-operacional da organização, identificada pelas autoridades como o Comando Vermelho (CV). De acordo com as investigações, os advogados atuavam como intermediários entre líderes presos e comparsas em liberdade, repassando informações estratégicas, ordens criminosas e recursos financeiros.
A FICCO/AM é formada por agentes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil e Militar do Amazonas, além de representantes da Secretaria de Segurança Pública, Secretaria de Administração Penitenciária e Secretaria Municipal de Segurança e Defesa Social.

