Professora e advogada será empossada pelo MPAM e entra para a história do Judiciário brasileiro ao se tornar a primeira mulher trans a ocupar o cargo de promotora de Justiça no país.

Natural de Paranaíba (MS), Fabi Diniz de Queiroz Pilate construiu uma trajetória marcada pela dedicação aos estudos e à carreira jurídica. Filha da rede pública de ensino, ela cursou toda a educação básica em escolas públicas antes de se mudar, aos 17 anos, para Campo Grande, onde ingressou no curso de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
Ao longo da graduação, iniciou sua aproximação com o Ministério Público, instituição na qual atuou por quase uma década entre estágios e atividades de assessoria jurídica.
Por que a posse é histórica?
Nesta sexta-feira, Fabi será oficialmente empossada como promotora de Justiça substituta do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), tornando-se a primeira mulher trans a ocupar o cargo de promotora de Justiça no Brasil.
A nomeação representa um marco inédito no sistema de Justiça brasileiro e amplia a representatividade dentro do Ministério Público.
Como será a cerimônia?
A solenidade está marcada para as 17h, no Auditório Carlos Alberto Bandeira de Araújo, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, na Zona Oeste de Manaus.
A cerimônia será conduzida pela procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Nascimento Albuquerque, e também dará posse a outros cinco promotores de Justiça substitutos aprovados no mesmo concurso público.
O que representa esse momento?
Além de assumir uma das carreiras mais disputadas do Direito, Fabi Pilate passa a integrar um grupo seleto de membros do Ministério Público e entra para a história como pioneira na instituição.
Sua posse é vista como um marco para a diversidade e para a ampliação da representatividade no sistema de Justiça brasileiro, demonstrando que diferentes trajetórias podem alcançar espaços de destaque no serviço público.

