
A fumaça provocada pelas queimadas continua afetando diferentes regiões do Amazonas e reduzindo a visibilidade nos rios do estado. Um vídeo gravado por uma moradora da zona rural neste sábado (12) mostra a densa camada de fumaça que encobre a paisagem enquanto ela navega de canoa.
Ribeirinha registra dificuldade para respirar
Nas imagens, a vegetação e a superfície do rio aparecem encobertas pela fumaça. Durante a gravação, também é possível observar jacarés na água, enquanto a moradora tosse e cobre o nariz e a boca com um pano para tentar reduzir a inalação da fuligem.
O registro evidencia os impactos da fumaça sobre quem vive e circula pelas comunidades ribeirinhas, embora não tenham sido divulgados detalhes sobre a localização exata do vídeo.
Manaus registra níveis preocupantes de poluição
Na capital amazonense, a situação também preocupa. Segundo a publicação original, Manaus enfrentava, naquele sábado (12), o quinto dia consecutivo sob os efeitos da fumaça e da má qualidade do ar.
Dados do sistema de monitoramento do aplicativo Selva apontaram índices classificados como péssimos em diferentes pontos da cidade. O bairro Coroado apresentou a maior concentração mencionada no levantamento, com 218,1 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de partículas finas MP2,5.
Outras áreas também registraram níveis elevados:
- Morro da Liberdade: 164,3 µg/m³;
- Puraquequara: 157,8 µg/m³;
- Divisa entre Coroado e Aleixo: 154,7 µg/m³;
- Petrópolis: 150,2 µg/m³;
- Aleixo: 139,7 µg/m³;
- Distrito Industrial II/Tancredo Neves: 133,4 µg/m³;
- Aparecida/Centro: 126,4 µg/m³.
Outras zonas também apresentam índices elevados
O monitoramento indicou condições classificadas como muito ruins em áreas das zonas oeste, centro-sul e norte. Entre os registros estão São Jorge/Compensa, com 120,9 µg/m³; Chapada/Parque 10, com 120 µg/m³; Cidade Nova, com 103,6 µg/m³; Nossa Senhora das Graças, com 98,5 µg/m³; e Flores, com 85,4 µg/m³.
Na região próxima ao Aeroporto e à avenida Torquato Tapajós, o indicador chegou a 73,4 µg/m³, classificação considerada ruim no levantamento. Já o trecho entre a Praça 14 de Janeiro e a Cachoeirinha apresentou 43,3 µg/m³, enquadrado na faixa moderada.
Os dados reforçam a preocupação com a exposição à fumaça na capital e nas comunidades do interior, especialmente durante o período de queimadas.
Veja o vídeo:

