Normas do Ministério da Saúde para doação de sangue reduzem prazo para tatuagens, endoscopias e viagens a áreas de malária e ampliam a avaliação individual dos doadores

s regras para doação de sangue no Brasil mudam a partir desta quarta-feira (30/9), com redução de períodos de impedimento temporário e análise mais individualizada de algumas situações. Uma das principais novidades é que o uso de medicamentos como Ozempic, Wegovy, Mounjaro e Saxenda deixa de impedir automaticamente a doação.
Quem utiliza essas canetas para tratamento de diabetes ou controle de peso deve informar o medicamento durante a triagem. A equipe do hemocentro avaliará o estado clínico do voluntário antes de autorizar a coleta.
As mudanças foram estabelecidas pelo Ministério da Saúde e têm como objetivo atualizar os critérios de doação conforme novos conhecimentos científicos e métodos de diagnóstico.
Principais mudanças
- Tatuagem, micropigmentação e botox: o prazo de espera cai para sete dias quando for possível comprovar a segurança do procedimento. Sem essa comprovação, o impedimento permanece em quatro meses.
- Endoscopia e colonoscopia: o período de afastamento passa de seis para quatro meses, o que significa que a pessoa poderá voltar a doar dois meses antes do que era permitido pela regra anterior.
- Ozempic e similares: o uso de Ozempic, Wegovy, Mounjaro e Saxenda não gera mais impedimento automático, mas deve ser informado na triagem.
- Pessoas acima de 70 anos: doadores regulares poderão continuar doando, mediante avaliação médica individual.
- Histórico de câncer: pessoas tratadas da maioria dos tipos poderão doar cinco anos após o fim do tratamento, desde que estejam em remissão. Melanoma e cânceres do sistema hematopoético continuam com impedimento definitivo.
- PrEP e PEP: o prazo após a última dose passa a ser de quatro meses para PrEP oral ou PEP. Para PrEP injetável de longa duração, são 24 meses.
- Malária: com o novo teste NAT, o período de espera para quem esteve em áreas endêmicas cai de 12 meses para 30 dias.
Apesar das mudanças, continuam obrigatórias a triagem clínica e os exames laboratoriais de cada bolsa coletada.


