
O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), em Manaus (AM), concedeu, em novembro de 2024, a Medalha de Honra ao Mérito Judiciário ao empresário Waldery Areosa Ferreira, mantenedor de um grupo educacional no Amazonas. A homenagem ocorreu mesmo após o histórico de denúncia por crimes relacionados à pedofilia, como exploração sexual de menores, contra o empresário, no Estado.
A condecoração integrou a cerimônia de Encerramento do Ano Letivo do tribunal, no dia 29 daquele mês, no Fórum Trabalhista de Manaus, Zona Sul da capital amazonense. A medalha foi entregue pela diretora da Ejud 11, desembargadora Ruth Sampaio, conforme mostram fotos divulgadas pela instituição.

Além de Areosa, a reitora do Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (Ciesa), Solange Almeida Holanda Silvio, também foi condecorada com a honraria. A unidade de ensino é mantida financeiramente por Areosa.

Em publicação na rede social Instagram, o Ciesa compartilhou a foto de Waldery Areosa e Solange Holanda, com uma legenda que falava sobre a homenagem. “A Medalha de Honra ao Mérito Judiciário foi outorgada em reconhecimento à destacada atuação de ambos na disseminação da educação e na prestação de serviços de excelência na área educacional no estado do Amazonas“, declarou a instituição.

Quem é Waldery Areosa
Em 2014, a Justiça do Amazonas aceitou denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE/AM) contra 20 pessoas suspeitas de crimes de exploração sexual de adolescentes, citadas durante a “Operação Estocolmo“, deflagrada pela Polícia Civil em 2012. Waldery Areosa estava entre os denunciados. O empresário chegou a ter gravações de áudio agenciando menores de idade exibidas no programa “Fantástico”, da TV Globo.
Eles foram indiciados em crimes de corrupção de menores, favorecimento à prostituição infantil e rufianismo, que é a obtenção de lucro mediante exploração sexual, entre outros crimes. A repercussão do caso resultou em Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF).

A “Estocolmo” foi deflagrada em 23 de novembro de 2012 e se concentrou em condomínios de luxo no bairro Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de prisão e 46 de busca e apreensão. Entre os investigados estavam o cônsul da Holanda na capital e empresários de diversos setores.
Em 2024, a juíza Dinah Câmara Fernandes, da 1ª Vara Especializada em Crimes contra a Dignidade Sexual e Violência Doméstica a Crianças e Adolescentes, decidiu extinguir a punibilidade por prescrição dos investigados na Operação Estocolmo. De acordo com a magistrada, o motivo pelo qual optou pela extinção da condenação dos réus se deu pela prescrição da punibilidade dos envolvidos

