
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira, anunciou a greve total do transporte coletivo na tarde desta segunda-feira (20) e fez duras críticas ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), chamando as empresas de “picaretas” durante o anúncio da paralisação.
Em vídeo publicado nas redes sociais da entidade, Givancir afirmou que o sindicato tentou evitar a greve por meio de negociações e da Justiça, mas alegou que as empresas continuam descumprindo decisões judiciais relacionadas ao pagamento dos salários.
“Companheiros e companheiras, vocês têm sido minha testemunha que o sindicato tem feito de tudo para não parar a cidade de Manaus, para não fazer greve. O sindicato buscou a Justiça, buscou a mesa de negociação, buscou o diálogo. Nem com a decisão judicial que obriga as empresas a nos pagarem em dia, elas cumprem“, declarou.
O que disse o presidente dos rodoviários durante o anúncio da greve?
Ao anunciar a paralisação, Givancir Oliveira afirmou que a categoria esgotou todas as tentativas de negociação e determinou que os trabalhadores interrompessem imediatamente a circulação dos ônibus.
“Cansado do desprezo das empresas com os trabalhadores, nesse exato momento acabou o diálogo. Que se foda, a partir de agora é greve 100% da categoria.”
Na sequência, o presidente do sindicato elevou o tom contra as empresas do sistema de transporte coletivo.
“Onde tiver um ônibus de transporte coletivo, nesse exato momento é para paralisar, para que as empresas possam nos respeitar, esse bando de picaretas, esse bando de sem vergonha que não respeita os trabalhadores.”
Como o Sinetram respondeu às declarações e à greve?
Em nota, o Sinetram informou que foi “surpreendido” com a paralisação do transporte coletivo e afirmou que não recebeu qualquer comunicação prévia do movimento grevista.
Segundo a entidade, “jamais deixou de manter diálogo com o sindicato representativo dos trabalhadores rodoviários” e permanece aberta à negociação para buscar soluções para o impasse.

