No Dia Mundial do Pão, conheça a trajetória de Francisco Serra, fundador da Serpan, e os bastidores da produção de pão em Manaus

resente no café da manhã e no lanche de milhares de brasileiros, o pão faz parte da rotina de diferentes gerações. Por trás desse hábito diário, há o trabalho de profissionais que passam boa parte do dia entre fornos, massas e fornadas. Neste 16 de outubro, Dia Mundial do Pão, a história do padeiro Francisco Serra Silva, conhecido como Seu Serra, ajuda a mostrar como a profissão se tornou parte da vida de quem trabalha há três décadas com a produção do alimento em Manaus.
Francisco começou o próprio negócio em outubro de 1996, no bairro Cidade Nova, Zona Norte da capital amazonense. O que começou como uma padaria de bairro cresceu ao longo dos anos, acompanhando a rotina de clientes que passaram a frequentar o estabelecimento por décadas.
A produção de pão francês, mantida diariamente desde o início da atividade, é uma das marcas dessa trajetória. “São 30 anos fazendo pão francês todo dia com a melhor qualidade”, afirma Francisco. Ele destaca a relação construída com clientes que frequentam a padaria há mais de duas décadas e associa a continuidade do negócio à dedicação diária à profissão.
“Eu tenho muito orgulho de ser padeiro. Eu tenho muito orgulho de trabalhar com pão”, diz.

Da padaria de bairro à produção em escala
Ao longo de três décadas, a Serpan ampliou suas operações e passou a fornecer produtos para outras empresas. A marca também expandiu sua atuação com unidades como a Bella Serpan e a operação no Boulevard Mundi, na região do Aleixo.
Em novembro de 2024, a empresa esteve entre as vencedoras do 16º Prêmio Melhores Padarias do Brasil, promovido pela revista Panificação Brasileira.
A rotina de produção também exige funcionamento contínuo. Segundo Francisco, a padaria abre todos os dias, inclusive em feriados como Natal e Ano-Novo, das 5h30 às 23h.
“Praticamente, nós trabalhamos quase 24 horas todos os dias”, afirma o empresário, ao explicar que a fabricação precisa acompanhar a demanda dos consumidores.

Pão francês movimenta bilhões no Brasil
A importância do alimento também aparece nos números do setor. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (ABIP), o Brasil consome aproximadamente 2,35 milhões de toneladas de pão francês por ano. O produto representa mais de 34% das vendas de panificados no país.
O setor de panificação e confeitaria faturou R$ 135,24 bilhões em 2023, acima dos R$ 125,22 bilhões registrados em 2022, conforme os dados apresentados pela entidade. A produção anual de produtos panificados no Brasil chega a cerca de 6 milhões de toneladas.
A história do pão, por sua vez, remonta a milhares de anos. Uma das transformações importantes ocorreu no Egito Antigo, onde a fermentação da massa de trigo permitiu desenvolver pães com características próximas às versões fermentadas conhecidas atualmente. Desde então, o alimento ganhou diferentes formatos, sabores e modos de preparo.


