
Quatro anos depois de levarem ao poder seu primeiro presidente de esquerda, os colombianos voltam às urnas neste domingo 31 em uma eleição decisiva para o futuro do campo progressista. Será, a rigor, um plebiscito sobre o governo de Gustavo Petro, em meio ao inescapável protagonismo da segurança pública no debate eleitoral
Estão aptos a votar pouco mais de 41,4 milhões de pessoas. Se nenhum candidato conquistar mais de 50% dos votos, haverá um segundo turno entre os dois primeiros colocados em 21 de junho. O vencedor ou a vencedora assumirá a Casa de Nariño em 7 de agosto.
Iván Cepeda (esquerda): senador, filósofo e defensor dos direitos humanos. É o candidato da continuidade de Petro;
Abelardo de la Espriella (ultradireita): advogado e empresário milionário. É admirador de Donald Trump, Javier Milei e Nayib Bukele; e Paloma Valencia (direita tradicional): vem de uma das famílias mais poderosas do país. Seu mentor é o ex-presidente Álvaro Uribe.
Para Renata Peixoto de Oliveira, doutora em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais e professora do curso de Relações Internacionais e integração da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, há um risco concreto de a esquerda colombiana ter um resultado semelhante ao dos progressistas no Chile, onde Jeannette Jara, do Partido Comunista, terminou o primeiro turno na liderança mas perdeu a segunda rodada para o ultradireitista José Antonio Kast
Pesquisas recentes justificam esse temor: um levantamento Invamer publicado na semana passada dava a Cepeda 44,6% dos votos, à frente de Abelardo de la Espriella (31,6%) e Paloma Valencia (14%). Já uma sondagem AtlasIntel realizada entre 18 e 21 de maio indicou Cepeda com 38,7%, ante 37,3% de Abelardo e 14,3% de Paloma.

