O inquérito do caso foi concluído nesta segunda-feira (13).

Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que outras quatro pessoas relataram ter sido vítimas da diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, durante o andamento das investigações sobre a morte de um casal de idosos em Belo Horizonte. O inquérito do caso foi concluído nesta segunda-feira (13).
De acordo com a corporação, os novos registros apresentam características semelhantes às apuradas no crime contra Cláudio Atala, de 75 anos, e Maria Clotilde Atala, de 76 anos. Segundo a investigação, a suspeita utilizava medicamentos com efeito sedativo para reduzir a capacidade de reação das vítimas antes de cometer os roubos.
Conforme a PCMG, Paola trabalhou pela primeira vez na residência do casal em 29 de junho, após ser indicada por um familiar das vítimas. A investigação aponta que ela teria colocado clonazepam na comida dos idosos. Depois que eles perderam a capacidade de defesa, ambos foram mortos com golpes de faca.

Após o crime, a suspeita deixou o imóvel levando joias, relógios, aparelhos celulares, dinheiro e outros objetos de valor. Parte dos bens foi localizada durante as investigações e devolvida à família das vítimas.
A prisão preventiva de Paola ocorreu em um hotel na cidade de Itabira. Na ocasião, os policiais apreenderam 165 comprimidos de um medicamento com efeito sedativo. Segundo a Polícia Civil, a mulher confessou o crime.
Na última quarta-feira (8), foi realizada a reprodução simulada do caso para auxiliar na conclusão das investigações. Com o encerramento do inquérito, a diarista foi indiciada por duplo homicídio.
O procedimento será encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais, que analisará o caso e decidirá sobre o oferecimento de denúncia à Justiça.

