Comunidade afirma que ritual de Tambor de Mina foi interrompido por policiais e anuncia que levará o caso aos órgãos responsáveis.

Uma cerimônia religiosa realizada neste sábado (27) por um templo de matriz africana em Manaus terminou em controvérsia após a divulgação de um vídeo que mostra a presença de policiais militares no local.
Segundo os responsáveis pelo espaço religioso, a equipe policial interrompeu um ritual tradicional de Tambor de Mina e recolheu instrumentos utilizados nas celebrações, considerados sagrados pelos praticantes.
A gravação começou a circular nas redes sociais e rapidamente provocou manifestações de integrantes de religiões de matriz africana e de pessoas que defendem a liberdade de culto.
O que relata o líder da comunidade?
O sacerdote Pai Heriberto Sena Jr. afirmou que a cerimônia acontecia normalmente quando os policiais entraram no espaço religioso.
Ele sustenta que o ritual era realizado sem equipamentos de amplificação sonora e afirma que, durante a ocorrência, não foi apresentada uma justificativa formal para a retirada dos instrumentos utilizados no culto.
Para o religioso, a intervenção representou um momento de constrangimento para todos os participantes da celebração.
Quais providências serão tomadas?
A comunidade informou que pretende registrar o caso junto aos órgãos competentes para que a atuação seja analisada.
O objetivo, segundo os representantes do templo, é esclarecer as circunstâncias da ocorrência e garantir o respeito ao direito constitucional de liberdade religiosa.
Leia mais: Justiça manda transferir presos após motim e superlotação em delegacia do interior do Amazonas Materialde referência geográfica
Há posicionamento da Polícia Militar?
Até a publicação desta reportagem, a Polícia Militar do Amazonas não havia divulgado esclarecimentos sobre a ocorrência nem informado o motivo da intervenção no templo.
O espaço permanece aberto para manifestação da corporação. Caso haja posicionamento oficial, a matéria será atualizada.

