
Um detalhe inusitado chamou a atenção durante a divulgação da Operação Usura, realizada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) nesta segunda-feira (27). Entre as fotografias disponibilizadas à imprensa com os materiais apreendidos, um plug anal apareceu ao lado de dinheiro, cartões bancários e outros objetos, gerando grande repercussão nas redes sociais. Pouco tempo depois, a imagem foi retirada do repositório oficial.
Objeto chamou atenção durante divulgação da operação
A fotografia foi disponibilizada pelo próprio MPAM em um link compartilhado com veículos de imprensa para divulgação da operação.
Na imagem, o objeto sexual aparece ao lado de três cartões bancários e diversos maços de dinheiro, entre outros itens apresentados como parte do material recolhido durante o cumprimento dos mandados judiciais.
A cena rapidamente repercutiu entre internautas, que compartilharam a foto e fizeram comentários bem-humorados nas redes sociais.
Imagem foi removida do repositório
Minutos após começar a circular entre jornalistas e nas redes sociais, a fotografia contendo o objeto deixou de estar disponível no repositório oficial utilizado pelo Ministério Público para distribuir imagens da operação.
Até o momento, o MPAM não informou o motivo da retirada da fotografia.
Não há confirmação sobre relação do objeto com a investigação
Segundo informações preliminares, a apreensão teria ocorrido em um escritório localizado no edifício The Office, no bairro Adrianópolis. No entanto, não há confirmação oficial de que o plug anal faça parte dos bens efetivamente apreendidos ou que tenha qualquer relação com os crimes investigados.
O Ministério Público também não informou a quem o objeto pertence nem esclareceu sua eventual relevância para a investigação.

Operação investiga esquema de agiotagem
A Operação Usura foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Civil, para investigar uma organização criminosa suspeita de praticar agiotagem, extorsão e organização criminosa em Manaus.
Segundo o MPAM, as investigações apontam que o grupo concedia empréstimos com juros entre 30% e 70% ao mês, utilizando ameaças e intimidação para cobrar as dívidas. Durante a operação, também foram apreendidos dinheiro em espécie, joias, documentos, celulares e veículos, além do bloqueio de contas bancárias dos investigados.
As investigações seguem sob sigilo para identificar todas as vítimas e esclarecer a atuação da organização criminosa.

