
O senador Plínio Valério (PSDB-AM) recebeu enxurrada de críticas nas redes sociais após assinar a PEC 12/2026, proposta apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) que prevê mudanças nas regras trabalhistas e cria a possibilidade de jornadas flexíveis com pagamento proporcional às horas trabalhadas.
Plínio foi o único senador do Amazonas a assinar a proposta, que tramita no Senado Federal e surge em meio ao debate nacional sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas sem redução salarial.
A discussão sobre a jornada de trabalho ganhou força após a Câmara dos Deputados aprovar uma proposta que reduz a atual escala 6×1, garantindo mais dias de descanso aos trabalhadores. Com o avanço da matéria na Câmara, o texto seguiu para análise do Senado Federal, onde ainda precisa ser debatido e votado antes de eventualmente entrar em vigor. No entanto, lá no Senado foi feita essa PEC alternativa.
A PEC 12/2026 propõe a criação de uma modalidade alternativa de contratação baseada no número de horas trabalhadas, fora das regras tradicionais da CLT. Embora os defensores afirmem que a medida amplia a liberdade de escolha entre empregado e empregador, críticos alertam que o texto pode enfraquecer garantias trabalhistas ao permitir jornadas mais flexíveis sem uma folga semanal previamente definida, o que levou opositores a apelidarem a proposta de PEC da “escala 7×0”.
“Eu fico sempre ao lado do trabalhador”, diz Plínio
Em vídeo divulgado no Instagram, Plínio Valério afirmou ser a favor do trabalhador e que votaria pelo fim da escala 6×1.
“Eu não preciso estar correndo e dizer o que eu vou fazer, eu faço isso, nós vamos consertar e votar a favor. Eu não fico jamais contra o trabalhador, porque eu sei o que é ser trabalhador, eu sei o que eles representam, o que eles precisam”, afirmou.
Após a repercussão da assinatura de Plínio Valério na PEC, o post do senador recebeu uma enxurrada de comentários críticos o que fez ele bloquear as mensagens na publicação. Internautas questionaram a defesa do parlamentar em relação aos trabalhadores e associaram a proposta à criação de uma “escala 7×0”.
“Você afirma lutar pelos direitos dos trabalhadores, mas assinou a PEC 12, associada à jornada 7×0. Como justifica essa posição para quem defende melhores condições de trabalho e qualidade de vida?”, escreveu um seguidor.
Outro comentário dizia: “Contra a 6×1 e a favor da 7×0”.
A PEC 12/2026 recebeu apoio de 40 senadores e atualmente aguarda análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caso avance, o texto ainda precisará ser aprovado em dois turnos no Senado e posteriormente pela Câmara dos Deputados antes de ser promulgado.

