Cinco volumes teriam entrado no país sem inspeção

A Polícia Federal do Brasil apura se um auditor da Receita Federal do Brasil cometeu irregularidades ao permitir a entrada de bagagens no país sem fiscalização. O caso envolve um voo que transportava o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira.
Segundo as investigações, cinco volumes teriam ingressado no Brasil sem passar por inspeção por raio-x no dia 20 de abril de 2025, após uma viagem internacional.
Imagens mostram movimentação fora do padrão
Registros do circuito de segurança do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional mostram o momento do desembarque. Inicialmente, o piloto teria passado com duas bagagens pelo raio-x. Em seguida, retornou com mais volumes e teria contornado o sistema de inspeção, sem submeter os itens à verificação.
De acordo com a Polícia Federal, o auditor responsável acompanhou a movimentação e teria permitido a passagem sem a devida fiscalização.
Caso envolve suspeita de crimes e análise no STF
A investigação apura possíveis crimes de prevaricação e descaminho. Como há autoridades com foro privilegiado entre os passageiros, o caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal.
A análise sobre a competência da Corte está sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes, que solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República.
Passageiros e contexto da investigação
Além de Hugo Motta e Ciro Nogueira, outros nomes estavam a bordo, incluindo parlamentares e um ex-vereador investigado em outra operação policial. A aeronave pertence a um empresário citado em investigações relacionadas a plataformas de apostas.
A Polícia Federal destacou que ainda não é possível afirmar a quem pertenciam as bagagens ou qual era o conteúdo transportado.

