Considerado um dos criminosos mais procurados do país, El Mencho comandava uma organização ligada à produção e distribuição de drogas sintéticas

A morte do narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, desencadeou uma série de episódios violentos em diferentes regiões do México no domingo (22). O homem era apontado como líder do Cartel Jalisco Nueva Generación, uma das organizações mais poderosas do país.
Nas redes sociais, circularam imagens gravadas no Aeroporto Internacional de Guadalajara mostrando passageiros correndo e se abrigando dentro do terminal após relatos de disparos nas proximidades, gerando momentos de pânico.
Mais tarde, o Gabinete de Segurança mexicano informou que os aeroportos do estado continuavam funcionando normalmente, com voos mantidos e sem ocorrências relevantes registradas nas instalações.
Segundo autoridades, Oseguera Cervantes morreu durante uma operação realizada pelas Forças Armadas na cidade de Tapalpa, considerada um reduto histórico do grupo criminoso. Após a ação, houve rápida escalada da violência. O governador de Jalisco, Pablo Lemus Navarro, afirmou que veículos foram incendiados em vias públicas como forma de dificultar a atuação das forças de segurança, mas não detalhou quais grupos estariam envolvidos.
Relatos divulgados pela imprensa mexicana indicam que confrontos armados, bloqueios de estradas e interrupções no trânsito também ocorreram em estados como Michoacán, Tamaulipas, Zacatecas, Colima e Oaxaca. Testemunhas mencionaram incêndio de carros e paralisação de rotas estratégicas.
Quem era El Mencho
Considerado um dos criminosos mais procurados do país, El Mencho comandava uma organização ligada à produção e distribuição de drogas sintéticas. Informações da Drug Enforcement Administration apontam que o grupo atuava especialmente no envio de metanfetamina e fentanil para o mercado norte-americano.

