Grato pela convocação, atacante contagia o ambiente da seleção e reforça a convicção do treinador

O comportamento de Neymar, desde sua chegada à Granja Comary, em Teresópolis, na segunda-feira (25), tem sido motivo de satisfação para a cúpula da seleção brasileira. Algo que pôde, inclusive, ser percebido nas entrelinhas das respostas de Carlo Ancelotti na coletiva de ontem, véspera do amistoso com o Panamá, no Maracanã, jogo de despedida da delegação para a Copa do Mundo. O técnico avisou que o craque estará com o grupo até que se recupere da lesão que o impede de ir a campo, e não deu prazo para vê-lo em ação.
E sabem por quê? Porque Neymar se integrou à delegação com confiança e alegria, e grato por ter sido chamado para fazer parte do grupo comandado por Ancelotti. Exatamente o que se pedia dele no dia a dia no Santos. Os mais experientes da seleção acreditam em Neymar, injetam confiança e ressaltam a importância para o grupo, dentro e fora de campo. E ele devolve com dedicação ao tratamento do estiramento grau 2 na panturrilha e respeito ao ambiente que o técnico construiu ao longo dos 12 meses no cargo.
A presença de Neymar ainda desperta controvérsias do lado de fora. E eu, cá do meu lado, aceito as teses de quem não apoia este retorno após dois anos e meio de ausência. Mas também entendo os que defendem o único craque internacional que o futebol brasileiro produziu após o fim da geração de Ronaldinho Gaúcho e Kaká. É quase “debate dialético” sobre a serventia à seleção: de um lado, quem diz “ele resolve”, com base no passado do craque; do outro, os céticos que analisam o cenário atual e insistem no “ele acabou”. Um debate sem fim.
Em conversas com pessoas que vivem no entorno da seleção, percebo que a postura de Neymar nos primeiros dias deu a todos a impressão de que poderá ser um trunfo. Em que momento e se vai de fato agregar eficácia, o tempo irá dizer. Por ora, é só esperança.
Champions League
A conquista do PSG na vitória sobre o Arsenal nas cobranças de pênaltis trouxe ao menos um problema para Ancelotti: Gabriel Magalhães. O zagueiro do Arsenal teve ótima atuação nos 120 minutos do 1 a 1, mas chutou fora a cobrança que valeu o bi do time francês. Companheiro do capitão Marquinhos na zaga da seleção, Magalhães terá atenção especial para não levar para o ambiente da seleção o trauma do pênalti perdido na final europeia.
Informações Extra G1

