Dados oficiais mostram que 3.767 socorristas e sobreviventes morreram pela doença; ataque em 2001 deixou 2.977 vítimas fatais

Mesmo 24 anos depois, o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 continua a deixar um rastro de consequências graves. Dados do Programa de Saúde do World Trade Center (WTC), divulgados pelo jornal New York Post, mostram que o número de mortes por câncer relacionados ao episódio já supera o total de vítimas fatais do dia do atentado.
Esses óbitos, causados por exposição a toxinas liberadas durante o colapso das torres e no aterro sanitário Fresh Kills, em Staten Island, somavam 3.767 até março deste ano, número bem maior que o de pessoas mortas no dia do ataque, de 2.977.
O aterro sanitário Fresh Kills tem uma relação direta com os casos de câncer relacionados ao 11 de setembro porque foi o principal local para onde os escombros das torres do World Trade Center foram levados após o colapso em 2001.
Segundo o Programa de Saúde do WTC, os detritos transportados para o aterro continham uma mistura de materiais tóxicos, como poeira de amianto, metais pesados, compostos orgânicos voláteis e outras substâncias cancerígenas liberadas durante a destruição das torres.
Socorristas e outros trabalhadores que atuaram no Fresh Kills, muitas vezes sem proteção adequada, como máscaras eficazes, foram expostos a essas toxinas enquanto transportavam os escombros ao aterro e vasculhavam os detritos em busca de restos humanos e evidências.
Essa exposição prolongada, combinada com a falta de equipamentos de segurança apropriados, contribuiu para o aumento de diagnósticos. Até março, 48.579 socorristas e sobreviventes haviam sido diagnosticados com a doença.
Os tipos de câncer mais comuns, de acordo com o Programa de Saúde, incluem pele, próstata, mama, melanoma, linfoma, leucemia, tireoide, rim, pulmão e bexiga.

