Tradicional relojoaria suíça completa 214 anos como um dos maiores símbolos de luxo do mundo e segue conquistando atletas e colecionadores

Lionel Messi, Vinícius Jr. e Erling Haaland têm algo em comum além do sucesso nos gramados: os três são fãs da Patek Philippe. Considerada uma das grifes mais prestigiadas da alta relojoaria, a fabricante suíça completa 214 anos consolidada como símbolo de exclusividade e sofisticação. Com produção limitada e modelos que podem valer milhões de reais, a marca segue entre as preferidas de jogadores de futebol, empresários e colecionadores.
Messi é um dos maiores colecionadores da marca entre os atletas. O argentino possui modelos raríssimos, como o Nautilus Tiffany Blue, edição limitada a apenas 170 unidades. Lançado por cerca de US$ 52 mil, o relógio hoje é avaliado entre US$ 2,5 milhões e US$ 3 milhões (cerca de R$ 13,7 milhões a R$ 16,5 milhões).
O craque também tem outras peças da manufatura, como o recém-lançado Cubitus e versões do Aquanaut.
Vinícius Jr. também integra o seleto grupo de atletas apaixonados pela alta relojoaria. O atacante da seleção brasileira costuma aparecer usando um Aquanaut, um dos modelos esportivos mais desejados da Patek Philippe.
Embora tenha preço de tabela entre US$ 25 mil e US$ 30 mil (cerca de R$ 137 mil a R$ 165 mil), a alta procura faz com que a peça seja negociada no mercado de revenda por até US$ 70 mil, aproximadamente R$ 385 mil.
Outro admirador da marca é Erling Haaland. O atacante do Manchester City possui diferentes versões do Nautilus, considerado um dos relógios esportivos mais icônicos e valorizados da história da relojoaria moderna.
Fundada em 1839, em Genebra, a Patek Philippe construiu seu prestígio apostando na exclusividade. Em vez de ampliar a produção para atender à demanda, a empresa fabrica um número limitado de relógios por ano, estratégia que faz com que modelos como Nautilus, Aquanaut, Perpetual Calendar e Grand Complications sejam disputados e frequentemente revendidos por valores superiores aos praticados nas boutiques oficiais.
Segundo o especialista em relógios de luxo Renan Bastos, esse é um dos principais diferenciais da marca. “Poucas empresas conseguiram construir um legado tão sólido quanto a Patek Philippe. Ela não vende apenas relógios. Vende história, tradição e a ideia de que uma peça pode atravessar gerações preservando seu valor emocional, cultural e financeiro.”
Para ele, a valorização das peças não acontece por acaso. “A exclusividade da Patek Philippe nunca foi construída apenas pelo marketing. Ela é resultado da qualidade dos movimentos, do acabamento artesanal, da inovação técnica e da capacidade de produzir relógios que continuam desejados décadas após seu lançamento.”
Renan destaca ainda que a coleção de Messi revela conhecimento sobre alta relojoaria. “Messi não reúne apenas relógios de alto valor. Sua coleção contempla modelos extremamente importantes para a história recente da Patek Philippe, muitos deles disputados por colecionadores do mundo inteiro.”
Sobre Vinícius Jr., o especialista afirma que o Aquanaut ajudou a renovar o público da marca. “O Aquanaut aproximou consumidores mais jovens da Patek Philippe, mas preservou exatamente aquilo que a tornou uma referência mundial: excelência mecânica, acabamento impecável e produção extremamente limitada.”
Já sobre o relógio preferido de Haaland, ele resume: “Poucos modelos alcançaram o status cultural do Nautilus. Ele representa exclusividade, história e uma conquista para quem faz parte do universo da alta relojoaria.”
Após 214 anos, a Patek Philippe segue provando que seu maior patrimônio não está apenas na precisão dos relógios, mas na capacidade de atravessar gerações sem perder o prestígio. Como resume Renan Bastos: “A maioria das marcas precisa se reinventar constantemente para continuar relevante. A Patek Philippe conseguiu algo muito mais difícil: preservar sua essência e continuar sendo um dos maiores sonhos de consumo entre colecionadores, empresários e atletas de elite.”
Informações Site Extra

