O caso, que veio à tona nesta quinta-feira (31), ocorreu em 2023

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou o cantor Marlon Brendon Coelho, conhecido como MC Poze do Rodo, e outras nove pessoas pelos crimes de tortura e extorsão mediante sequestro contra o ex-empresário do artista, Renato Medeiros. O caso, que veio à tona nesta quinta-feira (31), ocorreu em 2023 e está sendo tratado com gravidade pelas autoridades.
De acordo com a denúncia, MC Poze e seus comparsas teriam agido de forma coordenada para manter Renato em cárcere privado, agredi-lo violentamente e forçá-lo a confessar um suposto furto de uma joia, o que nunca foi comprovado. O MP também solicitou à Justiça a prisão preventiva de Poze e de outros seis envolvidos no caso.
Agressões e tortura

As investigações conduzidas pela 42ª Delegacia de Polícia (Recreio) revelam detalhes chocantes do episódio. Renato relatou ter sido espancado com socos, chutes, queimaduras de cigarro, inclusive dentro da orelha, e até com uma arma artesanal feita de madeira com pregos. Ele permaneceu em cárcere por, pelo menos, uma hora e meia.
Exames realizados após o ocorrido confirmaram fraturas, queimaduras e diversas lesões pelo corpo da vítima. Segundo o advogado Rodrigo Castanheira, que representa Renato, a acusação tem base em provas concretas e visa garantir que os acusados não atrapalhem o andamento do processo.
“O pedido de prisão visa proteger a instrução criminal e a ordem pública, diante da gravidade dos fatos”, afirmou Castanheira.
Denunciados pelo MP:
- Marlon Brendon Coelho Couto da Silva (MC Poze)
- Fábio Gean Ferreira da Silva
- Leonardo da Silva de Melo
- Matheus Ferreira de Castilhos
- Maurício dos Santos da Silva
- Rafael Souza de Andrade
- Richard Matheus da Silva Sophia
- Rodrigo da Silva
- Eric José Fernandes da Silva
- Ronnie de Souza
Outras investigações
Além da nova denúncia, MC Poze também é alvo de outro inquérito por apologia ao crime e suposto envolvimento com o tráfico de drogas. Em junho, ele chegou a ser preso por cinco dias, mas foi solto após o cumprimento de medidas cautelares impostas pela Justiça.
O que diz a defesa

Em nota, o advogado Fernando Henrique Cardoso, que representa MC Poze, contestou o pedido de prisão preventiva e afirmou que o cantor vem cumprindo rigorosamente as medidas cautelares há mais de dois anos e meio.
“O pedido, feito por outro promotor e pela delegacia, 30 meses após o fiel cumprimento das medidas impostas, carece de fundamentos concretos e atuais. Marlon segue respeitando todas as decisões judiciais e provará sua inocência”, declarou o defensor.
O caso segue em andamento na Justiça do Rio de Janeiro. Até o momento, não há decisão sobre a decretação das prisões preventivas solicitadas pelo Ministério Público.

