Ex-deputado federal cobra investigação sobre uso de recursos e aponta atraso em salários, falta de hospitais e serviços precarizados durante governo Wilson Lima

O ex-deputado federal Marcelo Ramos levantou críticas severas à gestão da saúde no Amazonas durante o governo Wilson Lima. Segundo ele, mais de R$ 30 bilhões já foram aplicados no setor desde o início da atual administração, o que representaria cerca de R$ 5 bilhões anuais. Apesar do volume de recursos, Ramos afirma que os resultados não são visíveis e que a situação da saúde pública no estado piorou nos últimos anos.
De acordo com o ex-parlamentar, trabalhadores da saúde estão enfrentando atrasos salariais, alguns deles há até quatro meses sem receber. Nos hospitais, o cenário descrito é de colapso: faltam médicos, medicamentos, equipamentos e até insumos básicos de higiene. Nenhum hospital novo foi construído ou entregue pela atual gestão, reforça Ramos.
O político também destacou que o setor já esteve envolvido em escândalos anteriores. Durante a pandemia de Covid-19, quatro secretários de saúde chegaram a ser presos sob suspeita de desvio de recursos. Para ele, a continuidade de problemas, mesmo após tais episódios, revela falhas graves de gestão.
Ramos critica ainda a opção do governo de terceirizar serviços por meio de contratos bilionários com organizações sociais. Ele defende que os órgãos de controle investiguem com rigor o destino dos recursos e cobrem transparência. “O dinheiro não faltou; o que faltou foi gestão, responsabilidade e respeito pela vida do cidadão amazonense”, afirmou.

