A comissão especial instalada recentemente avalia PECs que propõem jornadas de até 36 horas semanais.

A cidade de Manaus poderá se tornar palco de uma das principais discussões trabalhistas em andamento no país: o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho.
A previsão é de que uma audiência pública seja realizada no próximo dia 22 de maio, às 10h, no Auditório Belarmino Lins, na Assembleia Legislativa do Amazonas. O encontro deve reunir representantes políticos, trabalhadores, empresários e especialistas para debater os efeitos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera o modelo atual de jornada laboral.
Proposta foi articulada por Saullo Vianna
A realização do seminário no Amazonas surgiu após requerimento apresentado pelo deputado federal Saullo Vianna, integrante da Comissão Especial sobre o Fim da Escala 6×1 e Vida Digna ao Trabalhador.
O parlamentar solicitou que a Comissão Especial da Câmara dos Deputados promova um debate em Manaus para analisar os impactos econômicos e sociais da redução da jornada de trabalho, especialmente dentro do contexto da Zona Franca de Manaus.
Na justificativa, Saullo destacou a importância do modelo econômico amazonense e os possíveis reflexos das mudanças para a indústria, o comércio e os trabalhadores da região.
Câmara analisa mudanças na jornada de trabalho
A discussão ocorre no momento em que a Câmara dos Deputados avança na análise de propostas que pretendem reduzir a carga horária semanal no Brasil.
A comissão especial instalada recentemente avalia PECs que propõem jornadas de até 36 horas semanais, além do fim do modelo conhecido como escala 6×1 — sistema em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos e descansa apenas um.
O debate ganhou força nacional nos últimos meses e envolve discussões sobre qualidade de vida, produtividade, saúde mental e impactos econômicos para empresas e empregados.
Zona Franca deve ser um dos focos do debate
Por abrigar um dos maiores polos industriais do país, Manaus pode ocupar papel estratégico na discussão sobre mudanças nas relações de trabalho.
A expectativa é que representantes da indústria, sindicatos e especialistas apresentem avaliações sobre como a redução da jornada pode impactar a competitividade da Zona Franca, geração de empregos e custos operacionais das empresas instaladas no Amazonas.

