
Manaus amanheceu nesta quinta-feira (8) com níveis elevados de poluição do ar em diferentes regiões da capital. Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), consultados por volta das 6h07, mostram concentrações de partículas finas acima dos níveis considerados adequados em boa parte dos pontos monitorados.
Na imagem do sistema, os índices variavam de 14,2 µg/m³ a 231,8 µg/m³ de PM2,5. O maior registro aparecia na região próxima ao Distrito Industrial, enquanto outros pontos também apresentavam valores superiores a 125 µg/m³, faixa classificada como “péssima” na escala exibida pelo Selva.

Piores índices aparecem em diferentes regiões
Entre os registros observados no início da manhã estavam 231,8 µg/m³, 199,7 µg/m³, 194,9 µg/m³, 172,6 µg/m³, 152,6 µg/m³, 152,4 µg/m³ e 149 µg/m³.
Também foram identificados pontos com concentrações entre 125 e 160 µg/m³, enquanto algumas áreas apresentavam índices abaixo desse patamar.
A diferença entre os sensores mostra que a qualidade do ar não está uniforme em toda a cidade. Enquanto algumas regiões registravam condições mais críticas, um ponto monitorado apresentava 14,2 µg/m³, dentro da faixa considerada boa.

Fumaça volta a atingir Manaus
O cenário ocorre após um incêndio de grandes proporções atingir uma área de depósito de resíduos no Distrito Industrial 2, na zona Leste. O fogo começou na tarde de terça-feira (6) e permaneceu sendo combatido ao longo da quarta-feira (7).
Segundo informações divulgadas pelo Corpo de Bombeiros, as chamas atingiram mais de 15 mil metros quadrados e permaneceram em áreas profundas do terreno, onde havia grande quantidade de resíduos. A operação poderia durar entre 24 e 48 horas.
A fumaça provocada pelo incêndio já havia contribuído para a piora da qualidade do ar em diferentes regiões de Manaus. Na noite de quarta-feira, dados do Selva chegaram a apontar quatro pontos com classificação “péssima” e outros oito na categoria “muito ruim”.
PM2,5 exige atenção
Os dados monitorados pelo Selva correspondem, entre outros indicadores, à concentração de partículas finas, conhecidas como PM2,5. Por serem muito pequenas, essas partículas podem permanecer suspensas no ar e atingir regiões profundas do sistema respiratório.
Em episódios anteriores de fumaça registrados em Manaus, especialistas recomendaram reduzir a exposição prolongada ao ar contaminado, evitar atividades físicas intensas ao ar livre e manter a hidratação. Crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios ou cardiovasculares merecem atenção especial durante períodos de maior concentração de poluentes.
Situação segue sendo monitorada
O Selva permite acompanhar, em tempo real, as condições ambientais por meio de uma rede de sensores distribuídos em diferentes pontos. A plataforma foi lançada pela UEA para auxiliar no monitoramento de queimadas e da qualidade do ar.
A situação pode mudar ao longo da manhã conforme a direção dos ventos, a dispersão da fumaça e a evolução dos focos de incêndio. Por isso, os índices apresentados no início da manhã representam um retrato das condições registradas naquele momento.

